POLÍTICA
Salvo de afastamento por parecer jurídico, Mario Gay vira alvo de CP na Câmara
Impacto   -  Andradina
09/10/2018 05:13:00
(Foto: Cleber Carvalho)
(Foto: Cleber Carvalho)

Um parecer jurídico bem explicado e com jurisprudência livrou o vereador Mário Henrique Cardoso, o Mário Gay, do PPS, de ser afastado do cargo, mas por grande maioria o plenário da Câmara de Andradina instalou uma CP – Comissão Processante - que pode resultar na cassação do parlamentar.


A CP será formada por Cláudia Ribeiro [Democratas], Kal Baiano [PDT] e José Augusto Rosa [PMDB]; como suplentes Rodarte dos Anjos [Patriotas], Geraldo Shiomi Jr. [PTB] e Hernani da Bahia [Podemos].


A dúvida paira apenas em torno do nome de Cláudia, que foi substituída após ter sido sorteada para compor a CEI – Comissão Especial de Inquérito – porque compareceu uma ou duas vezes pela dificuldade na locomoção, já que é deficiente visual. Geraldo Shiomi assumiu o lugar dela à época para a comissão não parar.

A votação do relatório que apurou quebra de decoro do vereador foi esclarecedora durante a sessão desta segunda-feira 9, apenas o presidente suprimiu o item que previa o afastamento do parlamentar por 90 dias porque fere a lei, segundo posicionamento jurídico que convenceu até os integrantes da CEI.


“Temos que agir dentro da lei. Cometemos uma falha, mas o corpo jurídico da Casa agiu a tempo evitando praticarmos uma injustiça“, disse Edgar Dourado, relator do processo de investigação. “O Decreto Lei que previa o afastamento foi revogado e substituído pela Lei 9.504”, ponderou.

Em seu segundo discurso, Makoto Izumi ratificou o parecer jurídico e orientou que a Câmara poderia sofrer sanções se insistisse em ferir a lei. Segundo ele, a decisão do presidente em extrair o item estava correta e devidamente alicerçada.


SEM ENTENDER

Apesar de esclarecedor o parecer não foi suficiente para convencer os vereadores Sérgio Santaela e Cláudia Ribeiro, que embora admitissem as infrações cometidas por Mário Gay, acabaram votando contra o relatório da CEI e a abertura da CP.


Cláudia foi além. Usou a tribuna por duas vezes, repetidamente queria a manutenção do item que pedia o afastamento de Mário Gay e ainda causou desconforto entre os colegas, levantando suspeitas de conluio entre eles o executivo. Da plateia ganhou apoio de um irmão, ,as ao ofender o presidente Raimundo Justino provocou a paralisação da sessão. Depois deixou o local.


Cláudio, por sua vez, foi duramente criticada por dois vereadores e um deles, Edgar Dourado de Matos, que participou da CEI, exigiu cópia da gravação da sessão com o depoimento dela. Márcio Makoto considerou a fala da colega ofensiva e afirmou que a parlamentar também faltou com decoro ao efetuar acusações levianas contra os colegas e colocando em cheque o exaustivo trabalho dos componentes da CEI.


CARTAZES EM APOIO PRÓPRIO

Mário Gay só participou da sessão após 15 minutos do início dos trabalhos, demonstrava inquietação e no intervalo regimental entregou cartazes de apoio pessoal que ele mesmo produziu [ou pagou pra fazer] e entregou ao novo assessor e a três pessoas na plateia que a princípio se recusaram segurá-los.


A verdade é que o vereador está na corda bamba e realmente pode ser cassado pela CP. Para Geraldo Shiomi a CEI, com 1.150 páginas, foi conclusiva em afirmar que Mário Gay faltou com decoro e vem se tornando um fardo pesado difícil para a Câmara carregar, uma vez que seus atos contrariam os interesses da sociedade.

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