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Carnaval sem DST!

A folia não pode ser desculpa para se descuidar da saúde. Entenda os riscos.

Bianca Renó
07/02/18 às 11h08

Todos os anos, o governo aproveita o Carnaval para reforçar as campanhas de prevenção contra doenças sexualmente transmissíveis - DSTs; mas, a preocupação sobre o tema precisa ser constante para as pessoas que têm a vida sexual ativa.

Segundo o ginecologista e obstetra Enéias Cano - CRM 4695 | RQE 3216 - algumas dessas doenças estão apresentando preocupante ascensão entre as pessoas mais jovens, nos últimos anos, de acordo com dados oficiais dos órgãos de saúde. “Estamos ficando mais liberais quando se trata de sexo; porém, menos cuidadosos. Muitos jovens acham que tomar a pílula do dia seguinte ou o anticoncepcional e se protegerem contra a gravidez é o suficiente. Mas, uma coisa não tem nada a ver com a outra. As DSTs são uma realidade e é preciso usar a camisinha, sempre” - alerta ele.

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Doenças mais comuns

Segundo o médico, a sífilis entrou no radar dos órgãos de saúde pelo aumento excessivo de pessoas diagnosticadas com a doença. Em 2016, houve um aumento de 28% de casos em relação ao ano anterior, o que já é visto, pelas autoridades, como o início de uma epidemia. Ao lado dela, estão: o HPV, a hepatite C, a gonorreia, o citomegalovírus e, é claro, o HIV.

“Essas doenças não costumam apresentar sinais óbvios em seu portador, salvo em alguns casos de manifestação já avançada. E, mesmo assim, se a pessoa já tiver bebido um pouco, dependendo da situação, não vai conseguir perceber. Por isso, é muito importante usar camisinha, sempre” - frisa o ginecologista.

Doenças ginecológicas

No caso das mulheres, a própria fisiologia faz com que elas fiquem mais vulneráveis a desenvolver alguma vaginose sempre que aumentam a frequência de relações sexuais e mais ainda se estiverem em ambientes com menor possibilidade de realizarem uma higiene íntima correta e estejam com a imunidade mais baixa - o que pode acontecer no carnaval por causa de viagens, festas, privação de sono e aumento no consumo de bebidas alcoólicas.

Segundo Dr. Enéias, isso acontece por causa da mudança de pH vaginal, ocasionado pelo contato com o esperma, favorecendo a proliferação de bactérias ou vírus de maneira descontrolada. “Também nesses casos, o uso de camisinha é fundamental, pois ela minimiza os efeitos dessa mudança de pH causada pela ejaculação, além de proteger contra as DSTs e evitar uma gravidez indesejada. Se pensarmos em múltiplos parceiros, então, essa recomendação passa a ser vital para a segurança da saúde da mulher”.

Certo? Seja no Carnaval ou em qualquer época do ano, tenham responsabilidade e consciência, para que a sua diversão não seja motivo de arrependimento.

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DR. ENEIAS CANO 

(CRM 4695, RQE 3216)

Graduado em medicina pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - UFMS. Residência médica em ginecologia e obstetrícia (AAMI-Campo Grande-MS). Pós-graduação em videolaparoscopia ginecológica pelo Instituto Fernandes Figueira-Rio. Pós-graduação em infertilidade pelo instituto Gera - São Paulo. 

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