“Vai me faltar palavras para expressar todo o amor que eu sinto pela minha mãe. Ela é meu tudo”, são as palavras de uma filha agradecida e orgulhosa de sua mãe. Jéssica Aparecida da Silva Alves é filha de Ivone de Oliveira, uma mãe guerreira, que apesar de tantas dificuldades, criou sua filha da melhor forma, com todo o carinho que ela pôde dar.
Jéssica, de 33 anos, conta um pouco da história de sua mãe batalhadora, não com pesar, mas com orgulho de tudo o que ela foi capaz de passar com cabeça erguida.
Ivone tem 55 anos, é filha única de Bárbara dos Santos, mãe solteira. Como sua mãe era quem sustentava as duas sozinhas, Ivone começou a trabalhar com seus 12 anos, na cidade de Bariri. Quando veio a Três Lagoas, engravidou de uma menina, que veio a falecer com oito meses.
Dois anos após a perda de sua filha, engravidou de Jéssica. Com cinco meses de gestação de sua segunda filha, sua mãe, Bárbara veio a falecer de câncer. Ivone se viu sozinha...
Jéssica já havia nascido, e estava com dois anos de idade, quando engravidou novamente, de Rafael. No aniversário de um ano do pequeno, ele veio a falecer...
“Minha mãe conta que ela achou que a vida dela ia acabar naquele momento. Já tinha perdido uma filha de oito meses, a mãe dela e depois Deus recolheu outro filho dela, mas ela nunca desistiu, sempre lutou por mim”, disse Jéssica.
Com a filha pequena, e com alergias, Ivone teve de trabalhar com empregos que poderia levar a filhinha. Trabalhou como cozinheira, faxineira, lavadeira, passadeira. Quando Jéssica estava maior e já poderia frequentar a creche, Ivone decidiu trabalhar com carteira registrada.
Trabalhou muitos anos como chapeira, trabalhou no Posto Real e em diversas lanchonetes, mas ao trabalhar em um frigorífico da cidade, Ivone contraiu a doença Artrite Reumatoide, e alguns anos depois foi obrigada a se aposentar por invalidez.
O orgulho maior de Jéssica é poder ter dado um neto para Ivone, depois de diversas dificuldades que teve para engravidar. Ivone conta que descobriu ter dois ovários, e Jéssica também.
Após alguns anos tentando engravidar, Jéssica acabou desistindo, e começou a tomar anticoncepcionais. Por conselho de seu marido, foi ao médico ver se era realmente necessário tomar os remédios.
E assim, descobriu ser mãe de cinco semanas.
“O ano passado eu dei o melhor presente da vida dela, o neto Bruno. Como mãe ela é sensacional, como avó então, faltam palavras. Ela é maravilhosa, faz de tudo por mim, pelo meu filho...”, falou Jéssica.
Este ano Bruno completou um ano de idade, o que mexeu com o coração de Ivone.
“O filho que eu perdi com um ano mexeu muito comigo... Inclusive no aniversário de um ano do meu neto, eu lembrei do meu filho. Mas eu tinha tudo para ser a pior pessoa do mundo, e hoje eu sou a melhor”, afirmou.
Ivone acrescenta que criou sua filha com todo o carinho o carinho do mundo, e a ensinou a respeitar e dividir os limites.
Ivone conta que quando Jéssica tinha quatro anos, se casou.
“Eu tive um marido por 26 anos, até agradeço ele. Hoje nós somos separados, ela arrumou outra mulher, mas eu sou grata por ele, tenho respeito por ele, tenho carinho por ele, e o que ele precisar pode contar comigo. Ele foi muito mais do que padrasto, ele foi pai”, comentou.
“Minha mãe é meu tudo. Não consigo fechar os olhos e imaginar nem por um segundo, minha vida sem minha mãe. Ela nunca desistiu de viver, ela sempre lutou, sempre fez de tudo por mim...”, finalizou Jéssica.
“Minha filha é tudo para mim. É o único sangue do meu sangue que eu tenho no mundo, e agora eu tenho meu neto. Ela é tudo o que eu tenho na minha vida. Por ela eu faço qualquer coisa”, finalizou Ivone.