Foram dez meses de ‘gestação’ até Laura chegar nas vidas de Monik de Souza Arantes e Claudia Roberta de Oliveira, duas mães três-lagoenses como todas as outras, mas que por amor, decidiram adotar.
Monik sempre sonhou em ser mãe, o desejo foi crescendo de tal maneira que ficou imensurável, foi então que comentou com sua esposa Claudia, sobre a adoção. “No início ela teve um pouco de receio, comecei a assistir vídeos sobre adoção e fui mostrando a ela. Fomos ao fórum nos informar como funcionava a adoção em Três Lagoas, e nos convidaram para frequentar o grupo de apoio a Adoção, o Grata. Na primeira reunião Claudia já saiu convicta que queria dar seguimento à adoção”, relembra.
Da entrada no processo de adoção até conhecer a filha pessoalmente, as mamães tiveram que segurar a ansiedade e esperar por dez meses. “Hoje olhando para trás vejo que foi rápido demais, mas na época parecia uma eternidade. Traçamos um perfil amplo, pois para nós o importante éramos ser mães. Não desejávamos uma filha perfeita, queríamos ser mães. ”, destaca.
Este será o primeiro Dia das Mães com a pequena Laura, a bebê chegou há oito meses e já proporciona todos os prazeres da maternidade. “Nossas noites de sono não são mais as mesmas, nossa casa está cheia de brinquedos espalhados, mas não sentimos falta da nossa vida antes da Laura, é como se toda nossa história antes dela não existisse”, diz.
“Laura nos ensina muito, apesar de ser um bebê tem uma bagagem de vida de muita superação, ela é nosso orgulho e cada mês é muito comemorado em casa”, completa.
Monik e Cláudia estão felizes. Elas sabem que obstáculos podem eventualmente surgir, mas não é nada que elas não estejam dispostas a enfrentar juntas. Nas palavras de Monik, “Deus não dá filhos trocados”, tudo vale à pena por serem capazes de dar a volta por cima e poder oferecer uma família amorosa e comprometida para aqueles que de outra forma não teriam esse cuidado. “Não enfrentamos nenhum preconceito por sermos duas mães, mas já ouvimos que somos corajosas por adotar, mas também já ouvimos que Laura é sortuda por ter duas mamães, e isso nos dá forças para lutarmos pela nossa família”, diz.