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Mãe de Coração: Leila escolheu adotar e não gerar um filho

Ser mãe não é apenas gerar um filho, é dar amor, dar carinho, dar atenção, e ter outra pessoa em seu coração, seja de forma biológica, ou por adoção.

com colaboração de Aurora Vilalba - Iolanda Carvalheiro
07/05/18 às 10h00

Ser mãe não é apenas gerar um filho, é dar amor, dar carinho, dar atenção, e ter outra pessoa em seu coração, seja de forma biológica, ou por adoção. Seja qual for, o papel da mãe é lindo de todas as formas.

Leila Aparecida Andreoli Barbosa, 38, é mãe de coração por escolha própria, e celebra o Dia das Mães com muita alegria.

Casada há 15 anos e junto com o marido Rafael há 20 anos, Leila conta que os dois sempre tiveram o desejo de ser pai e mãe, e não tentaram biologicamente, engravidaram por adoção.

“Nós engravidamos por mais de 9 meses, e foi uma escolha nossa”, disse.

A bióloga conta que teve de fazer uma cirurgia no coração, e por isso achava que não poderia engravidar, mas após a segunda cirurgia, uma troca de válvula foi-lhes liberado engravidar.

“A médica me liberou, e nós chegamos a ir na ginecologista, tivemos o aval, e olhamos um para o outro e percebemos que não queríamos engravidar biologicamente”, falou.

O casal tem duas filhas, Laura de 7 anos e Laís de 5 anos. A gestação da filha mais velha durou 1 ano e meio, entre toda a burocracia, já a da Laís durou 2 anos.

A primeira filha veio por Deus, não foi escolhido sexo ou característica física, a segunda filha foi escolhido o sexo.

“No começo da Laura, nós não escolhemos o sexo da criança. Já da Laís, como a Laura é menina nós queríamos outra menina. A parte física nós não escolhemos”, afirmou Leila com alegria.

Ter um filho muda completamente a vida do casal, seja na rotina, no clima, nos planejamentos, a vida de pai é diferente em todos os aspectos.

Leila conta que a chegada das filhas mudou o clima, a bagunça, a responsabilidade, os planejamentos, e tudo para melhor.

Ter um filho adotado é ter um filho, nada é diferente, mas Leila comenta que existe preconceito.

“Tem muita gente que não conhece e fala “nossa, mas você é corajosa hein”, mas eu acredito que nós fomos adotados por elas, elas nos adotaram como pai e mãe. É uma união de amor. Nós nos encontramos, não teve que haver “coragem” nenhuma nesse processo. Coragem tem quem consegue gestar 9 meses e fazer Cesária, isso é coragem”, afirmou.

A mãe conta que não sente nenhuma diferença entre uma mãe biológica e uma de coração, apenas o tempo de espera, que é um pouco maior.

“Eu faria todo esse processo novamente, nós até pensamos em adotar mais, mas pela parte financeira, nós pensamos no futuro em faculdade, e tudo mais, então a gente tem que ter uma estrutura familiar financeira para elas”, comentou.

Leila diz que o Grupo “Ato de Amor GRAATA”, foi essencial para o processo de adoção e para a vida como pai. Mesmo que você não queira adotar, o grupo lhe será útil para a vida como pai, com palestras de pediatras, psicólogos, assistência social e mais.

Os encontros acontecem todas às terças-feiras às 19h no auditório do Fórum. Se você tem qualquer interesse dúvida, curiosidade sobre a vida de pai e mãe, vá! Você será mais que bem-vindo!

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