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A isenção do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) é um direito garantido a pessoas com deficiência (PcD) em diferentes estados brasileiros, desde que cumpridos critérios específicos. O benefício busca facilitar o acesso à mobilidade e reduzir os custos associados à compra e manutenção de veículos, especialmente para quem enfrenta limitações físicas, sensoriais ou cognitivas.
Embora muitas pessoas associem a isenção apenas a casos mais evidentes, como paraplegia ou amputações, a lista de condições que podem dar direito ao benefício é mais ampla. A Zapay, plataforma que oferece serviços para motoristas e consultas relacionadas a veículos, reuniu na lista abaixo exemplos de
doenças que dão direito a isenção de IPVA
. Confira:
Deficiências físicas e neurológicas estão entre as mais comuns
Entre os casos mais recorrentes que garantem o benefício estão as deficiências físicas que impactam diretamente a mobilidade. Situações como amputação de membros, paraplegia, tetraplegia, paralisia cerebral e sequelas de lesão medular estão entre as mais conhecidas.
Além disso, doenças que comprometem o sistema neurológico também entram na lista. Acidente vascular cerebral (AVC) com sequelas, esclerose múltipla, doença de Parkinson, distrofias musculares e esclerose lateral amiotrófica (ELA) são alguns exemplos. Nesses casos, o direito à isenção está geralmente ligado ao grau de comprometimento funcional causado pela condição.
Condições sensoriais, doenças crônicas e transtornos também podem ser elegíveis
A legislação também contempla pessoas com deficiência visual ou auditiva significativa. Casos de cegueira total, baixa visão severa e deficiência auditiva em níveis mais avançados podem garantir o acesso ao benefício, desde que devidamente comprovados.
Outro grupo relevante inclui doenças crônicas e condições autoimunes que resultam em limitações físicas. Artrite reumatoide avançada, lúpus com sequelas, fibromialgia em estágio avançado e esclerodermia estão entre os exemplos.
Há ainda situações envolvendo transtornos do neurodesenvolvimento e condições psiquiátricas. Pessoas com diagnóstico de transtorno do espectro autista (TEA), esquizofrenia com comprometimento funcional ou deficiência intelectual severa também podem se enquadrar, muitas vezes com a necessidade de um responsável legal para condução do veículo.
Lista varia conforme o estado e exige avaliação individual
Apesar da existência de listas amplas com exemplos de doenças, não há uma regra única válida para todo o país. Cada estado brasileiro possui sua própria legislação sobre isenção de IPVA, o que pode alterar critérios, documentação exigida e até mesmo quais condições são aceitas.
Por isso, mais do que o diagnóstico em si, o que costuma ser analisado é o impacto da condição na capacidade funcional do indivíduo. Em muitos casos, duas pessoas com a mesma condição podem ter decisões diferentes, dependendo do grau de limitação apresentado.
Como solicitar a isenção de IPVA?
O processo para solicitar o benefício começa com a obtenção de um laudo médico pericial, emitido por profissionais credenciados. O interessado deve procurar o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) de seu estado para acessar a lista de clínicas autorizadas e iniciar a avaliação.
Com o laudo em mãos, é necessário dar entrada na solicitação da CNH especial, documento que atesta as condições do condutor ou do beneficiário. Esse passo é fundamental para viabilizar a compra do veículo com isenção de impostos e, posteriormente, a solicitação da isenção do IPVA.
Também é comum que sejam exigidos documentos complementares, como exames médicos, comprovantes e formulários específicos, que variam de acordo com a legislação estadual.
A isenção de IPVA para PcD representa um instrumento de inclusão e acesso à mobilidade, mas exige atenção aos critérios e etapas do processo. Antes de solicitar, é recomendável buscar informações atualizadas junto aos órgãos estaduais e reunir toda a documentação necessária, garantindo que o pedido seja analisado de forma adequada.