A Secretaria de Saúde de São Paulo confirmou o segundo caso de mpox , também conhecida como varíola do macaco, no estado. Segundo as informações, o paciente vive em Portugal, mas apresentou os sintomas no durante sua passagem pelo Brasil .
O homem, de 39 anos, ao contrair a doença do grupo LP — considerada uma das mais agressivas e letais — foi internado e atendido no Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Recebeu alta um dia depois e voltou ao país de origem.
“Depois do que aconteceu com o decorrer dos anos em 2022 e 2024, a doença diminuiu expressivamente no nosso país e deixou realmente de ser uma emergência [...]. Mas no mundo globalizado , mesmo que a gente diminua a quantidade de casos de uma doença, há sempre a possibilidade dessa doença voltar a ter um espalhamento pelo mundo ”, explica o o infectologista Álvaro Costa em entrevista ao Conexão Record News .
O infectologista ainda ressalta que os clados — grupos ou linhagens genéticas do vírus mpox — são as razões para uma classificação de gravidade da doença, com adicionais agravantes como imunidade baixa ou HIV .
“No surto que a gente teve em 2022, 2023 foi o clado 2, que só teve gravidade em pacientes com imunidade muito baixa, especialmente pessoas vivendo com HIV [...] mas teve o clado 1, o clado africano, que teve pouquíssimos casos brasileiros e teoricamente pode ter essa possibilidade de gravidade”, diz o especialista.
Apesar das preocupações, o infectologista cita a existência de uma vacina. Mas a acessibilidade à imunização é complexa: “Tem um único produtor global [...] e ele nunca conseguiu fazer a vacina em quantidade expressiva para vacinar todo mundo que era suscetível e vulnerável”, expressa.
