Cotidiano

Variantes do Coronavírus já podem estar circulando em Ilha Solteira

Variantes do Coronavírus (COVID-19), mais agressivas e letais, já podem estar circulando em Ilha Solteira.

Região
15/04/21 às 14h30
Internet

Variantes do Coronavírus (COVID-19), mais agressivas e letais, já podem estar circulando em Ilha Solteira.

A informação foi divulgada em reunião virtual realizada pelo prefeito Otávio Gomes (PSDB) na tarde desta quarta-feira (14) com diversas lideranças.

Apesar de não haver comprovação científica da circulação de alguma variante do vírus em Ilha Solteira, seja a de Manaus ou a inglesa, tanto o prefeito Otávio Gomes como médicos do Hospital Regional afirmaram que acreditam que variantes já circulam na cidade, baseados no aumento de casos, velocidade da evolução da doença, maior agressividade e óbitos.

O médico Rafael Marão, do Hospital Regional, disse na reunião que a impressão é que estão lidando com uma nova doença. “Parece outra doença. No começo, tínhamos (internados uma) faixa etária elevada, com poucas comorbidades. Mas, hoje, a situação é diferente. É uma doença que atinge a todos”, disse o médico.

Ele destacou, principalmente, o avanço da doença sobre os mais jovens. “Os mais jovens estão cada vez mais acometidos. A doença evolui mais rápido. E aumentou o tempo de internação dos jovens. A gente liberava com três ou quatro dias, hoje ficam de 15 a 30 dias internados. O contágio está maior. No ambiente familiar, o marido a esposa e os pais contaminados são comum. Não é raro a maioria ter perdido várias pessoas da mesma família”, afirmou Marão

Ele ainda disse que a doença preocupa mais por ter mudado a faixa etária e o perfil. “Ser jovem não deixa ninguém livre. Era obeso, tinha pressão alta, isso agora não tem diferença nenhuma. De cada três entubados, dois estão morrendo. A estatística é muito alta”, disse o médico.

Rafael destacou que essa não é uma situação enfrentada apenas em Ilha Solteira, mas em todo o Estado. Mas que aqui, no Hospital Regional, o paciente vem recebendo todo o atendimento necessário.

“O doente recebe todo atendimento, da triagem até UTI, passando pela enfermaria, que agora tem um médico presencial 24 horas.  O atendimento na enfermaria, na realidade, passa por monitoramento quase igual ao da UTI. Tratamento não tem lacuna. A doença é agressiva.

O pronto atendimento vem sendo prestado, mas os casos são graves, não apenas em Ilha Solteira, mas em toda região, no Estado”, finalizou o médico. (ilha de noticias).

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