Suspense, romantismo, sátira ao modelo político atual, drama filosófico, metafísica, carros possantes, cultura popular, quadrinhos, televisão e cinema. Não Branco Não Homem é uma representação irreal que se passa na metrópole de Cravos, mas que poderia muito bem ser em São Paulo, ou no Rio de Janeiro. Uma ficção que flerta com a realidade na qual os personagens estão em uma busca incansável pelo poder.
Músico e arquiteto, Toni Grado descreve um ambiente delirante, com dois protagonistas: o Não Branco, líder do narcotráfico que se envolve em um crime hediondo, e o Não Homem, uma genial pesquisadora universitária com a sexualidade em trânsito, que recusa ser identificada com qualquer gênero.
O cenário é a campanha eleitoral de Cravos, onde o bairro pobre de Greenville, é dominado pelo narcotráfico. Dois principais partidos dominam as pré-eleições: a direita prega uma desocupação sumária, e a esquerda propõe uma política de inclusão. Com planos radicalmente opostos, Robert Kotac, o alucinado banqueiro fanático por rachas de carros, terá como antagonista Alexandre Dragun, esquerdista obsessivo.
