Economia

Ílson Corrêa: “É um selo sanitário que abre mercados”

Para nos dar uma visão sobre a importância da reabertura do mercado Americano para a carne bovina do Brasil, entrevistamos Ilson Corrêa, gerente da Grendene Gado de Corte, com unidades em Andradina( SP ) e Cáceres (MT).

Andradina - Antônio José do Carmo
09/03/20 às 11h55
(Arquivo Pessoal)

Para nos dar uma visão sobre a importância da reabertura do mercado Americano para a carne bovina do Brasil, entrevistamos Ilson Corrêa, gerente da Grendene Gado de Corte, com unidades em Andradina( SP ) e Cáceres (MT). Corrêa comanda uma seleção de gado nelore melhorado geneticamente e com estrutura produtiva para oferecer ao mercado pecuarista, o maior leilão de touros reprodutores do país: mil unidades.

A pergunta básica que serviu de base para reflexão foi: Quais vantagens de se exportar para os Estados Unidos? E Ilson Corrêa respondeu:

“ Tenho duas maneiras de ver. Primeiro que temos uma balança comercial. Nós temos um orçamento como se fosse uma casa, uma família. Não pode gastar mais do que ganha. A balança é assim. Você tem que vender mais do que compra. Essa é regra. Nem sempre você consegue fazer isso. E vender carne para o exterior nos ajuda a equilibrar essa balança. Nós estamos importando mais que exportando. A gente devia exportar mais. Isso é importantíssimo na economia do país.

A exportação de carne para os Estados Unidos é muito importante. Eles tem a fiscalização sanitária mais difícil, mais complexa, mais complicada do mundo. São exigentes em todos os detalhes. Desde 2017 as exportações foram fechadas. Quando você consegue exportar você ganha um selo de qualidade no mundo. Parece que o Brasil é o único que está exportando para eles, com o gado sendo vacinado por aftosa. Nós estamos livre da doença com vacinação.

Esse selo responde em outros países que são bastante exigentes como o Japão. É um selo de qualidade sanitária que o Brasil ganha na área de exportação de carne. É sinal também que o Brasil está fazendo bem o seu papel. Toda vez que você consegue colocar um produtor fora do país, isso é bom para a pecuária que melhora de preço. Alguém pode achar que exportando vamos aumentar o preço interno, mas nós precisamos desse preço interno bom para que o pecuarista continue vendendo, investindo em tecnologia, genética. É importante tudo isso.

Nós não podemos achar que matar o empresário se resolve o problema, ou dando comida de graça. Nós temos que fortalecer o nosso empresário. Toda vez que eu fico sabendo que meu patrão está ganhando dinheiro eu fico muito feliz, porque a chance dele precisar de mais gente para produzir, de melhor o rendimento dos funcionários, é muito grande. Temos que pensar isso, num país livre e democrático economicamente. Essa também é uma filosofia de Paulo Guedes e isso me deixa muito feliz.

O ideal seria que a gente pudesse exportar, toda vez, pudesse ser industrializado para se agregar mais valores e produzir mais mão de obra dentro do país. Você exportar metade do boi ou exportar o boi inteiro, não tem industrialização, mas se ele pudesse ir como hamburguer, salsicha, carne cozida, certamente iria gerar mais emprego, mais dólares para equilibrar a balança comercial brasileira”.

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