Essa foi uma boa semana para os pecuaristas brasileiros e para o Brasil. Conforme definiram algumas publicações especializadas, “foi uma semana de ouro”. O motivo é que a expectativa de aumento nas ofertas, em decorrência das pastagens que começaram a se desgastar com o frio e a estiagem, não se confirmou e o preço da arroba do boi subiu ao invés de cair. Mas os frigoríficos estão comprando com escalas de apenas uma semana de abate.
No Estado de São Paulo, dos R$ 195,00 da semana anterior, alguns negócios chegaram a R$ 210,00 desde a última quarta-feira. O preço das novilhas ficou firme dos R$ 200,00. No Mato Grosso do Sul a arroba do boi gordo foi negociada a R$ 190,000 e das novilhas a R$ 180,00. É bom dizer também que esses valores são para gado jovem, tipo exportação, também chamado ultimamente de “boi China”.
O que significa isso? Muita coisa. O aumento deixa o pecuarista de orelha em pé porque o preço do boi magro não baixa. Essa pressão pode travar alguns negócios. Para colocar mais lenha nessa fogueira da imprevisão os grandes frigoríficos estão confinando quase 1 milhão de cabeças em todo país.
O maior confinador é o JBS com 100 mil cabeças e Castilho com 30 mil é o maior confinamento do Brasil. Esses animais tem lucro garantido para os frigoríficos. Mas para os pecuaristas tradicionais é um risco muito grande porque os custos darão prejuízo se o preço estiver abaixo de R$ 230,00 a arroba na hora da venda. No entanto, esses animais em confinamento garantem aos próprios frigoríficos, poder de fogo contra aumentos explosivos.
Apesar do preço da arroba ser para a China mais vantajoso que de outros países, existe outro risco fora do mercado. Esse sim preocupa. É risco de que uma relação temerária entre os governos de Brasil e China, culminar com alguma atitude de retaliação “branca” contra os empresários brasileiros.