Geral

Universidade Brasil estaria entre os que ‘lesavam’ a Santa Casa?

Frases colocadas em decisões judiciais chamavam a atenção pelos termos fortes que até deixavam dúvidas sobre o que realmente acontecia, possivelmente, entre “quatro paredes” na Irmandade da Santa Casa de Fernandópolis.

Fernandópolis
02/08/21 às 11h13
Reprodução regiaonoroeste

Frases colocadas em decisões judiciais chamavam a atenção pelos termos fortes que até deixavam dúvidas sobre o que realmente acontecia, possivelmente, entre “quatro paredes” na Irmandade da Santa Casa de Fernandópolis.

A famosa “caixa preta” deve ser bem mais preta do que possam imaginar os meros mortais jornalistas que, superficialmente, tenham conhecimento do universo obscuro que envolveu a entidade, empresas, instituições, empresários, provedores e até mesmo pessoas comuns, conhecidas por seus “maus mandatos”. 


Para jornalistas e reportares, mencionar estes fatos seria um crime contra a sociedade fernandopolense, passivos de repúdio pelos grandes “benfeitores”, dignos da maior coroa e benevolência divina pós-morte ou até mesmo um trono superior ao do Deus Pai, Todo Poderoso, criador do Céu e Terra.

Desta vez, a reportagem traz fatos oficiais contidos em decisões judiciais, transcritos pelo juiz Vinicius Castrequini Bufullin, interventor judicial, onde menciona que “a Santa Casa de Fernandópolis era lesada, se tornando vítima de outras instituições e empresários que faziam caridade com o chapéu alheio”.

Uma dessas instituições pode ser a Universidade Brasil. Os fatos e contratos mostram o absurdo acordo firmado entre aquela Universidade e a Santa Casa de Fernandópolis, no qual a instituição de Saúde, uma referência regional e um orgulho para a cidade de Fernandópolis, foi praticamente “estuprada financeiramente”.

Uma resolução da Secretaria Estadual de Saúde define que as instituições públicas de Saúde que se propõem a oferecer o internato ou estágio, deveriam receber até 30% do valor bruto da mensalidade paga pelo aluno para prestação de serviço. 

Em média, esse valor ficaria em torno de R$ 3 mil reais por aluno em Fernandópolis, valor que a instituição de ensino deve repassar ao denominado Hospital-Escola, mas em nossa cidade as coisas eram bem diferentes.

O último contrato assinado entre as duas partes mostra que a Universidade Brasil pagava apenas R$ 70 mil reais mensais para a Santa Casa referente a cerca de 180 alunos, uma média de R$ 380 reais por estagiário. A universidade contestou e disse que somente 100 alunos realizavam os estágios, mas a catraca da Santa Casa registrava 182 estudantes.

Se não bastasse a “mixaria” paga à Santa Casa, a diretoria da Universidade Brasil teve a capacidade de propor a redução de R$ 70 mil para R$ 40 mil nesse período de pandemia, o que corresponderia a aproximadamente R$ 180 reais por aluno. Proposta que foi recusada pela administração judicial do hospital. Esse mesmo valor chegou a ser pagou em outras administrações na Santa Casa e em alguns casos a universidade teve a dívida perdoada. 

Após um levantamento de valores pagos por faculdades e universidades de Medicina no Estado de São Paulo a outros hospitais, incluindo o sistema público, a Santa Casa propôs que a Universidade Brasil efetuasse o pagamento de pouco mais de R$ 1.800 por aluno, já que a Universidade Brasil havia assumido o pagamento dos preceptores (médicos/professores) já no contrato de R$ 70 mil reais.

Nesse valor, a Santa Casa se propôs a construir dormitórios e um centro de pesquisa para os alunos, mas a Universidade Brasil recusou a oferta e fez uma contra proposta, oferecendo pagamento mensal de R$ 240 mil reais, só que a contratação dos preceptores ficaria por conta da Santa Casa. Uma conta que seria negativa para a Irmandade, já que a folha de pagamento desses preceptores gira em torno de R$ 320 mil reais mensais. Um saldo negativo de R$ 80 mil reais mensais.

Diante da não existência de um acordo entre as duas instituições, e pensando que a Santa Casa tem que ser administrada como empresa e não como “trampolim” para benefícios alheios, a administração judicial, com o aval do juiz Vinicius Castrequini, decidiu cancelar o contrato entre as duas instituições.

Lembrando que cada aluno do curso de Medicina paga mais de R$ 10 mil reais de mensalidade e, mesmo no período de pandemia, não houve qualquer tipo de desconto para os alunos, mantendo apenas uma sala.

Ficam as perguntas: A Universidade Brasil deveria continuar pagando os R$ 380 reais por aluno ou os R$ 3 mil reais mensais apontados pela Secretaria Estadual de Saúde? A Santa Casa de Fernandópolis, deve continuar sendo um hospital filantrópico, mantido com recursos governamentais e a constante contribuição financeira da população fernandopolense e cidades vizinhas, ou servir de fonte de lucro a pessoas inescrupulosas e empresas que alcançam altos lucros? (Por regiaonoroeste ).

 RECOMENDADO PARA VOCÊ
 EM DESTAQUE AGORA
VEJA TODOS OS DESTAQUES
 ÚLTIMAS EM GERAL
Franquia:
Andradina SP
Franqueado:
FLAVIA REGINA DE AVELAR GOMES 25180990858
14.225.543/0001-11
Editor responsável:
Flavia Gomes Mtb 8.016/MG
Email: ointeriorfala@gmail.com
Todos os direitos reservados © 1999 - 2021 - Grupo Agitta de Comunicação.