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Os dois heróis!

Foi Deus Quem fez assim, para que no meio das lutas tenhamos o consolo de crianças ou até adultos, que prezam a amizade que cultivaram com o vovô.

Revista Fala! - Artigo / Pr. João Gilberto
04/10/22 às 11h00
Pr. João Gilberto

Em um desses dias, meio modorrento, ia em frente buscar umas coisas quando me deparei com uma cena comum: Um idoso segurando a mão de um menininho, caminhando e conversando!

O que conversavam não sei, mas prestavam atenção atentamente à conversa. Voltei no tempo, treze anos atrás quando um casal jovem, chegou à minha casa, sorridentes com um papel nas mãos, que era a comprovação de que eu seria avô alguns meses depois!

Uau...quer dizer que estou ficando velho? Ou como os “economistas da esquina” dizem: véi...,hoje eles abreviam os termos, numa economia que os “tempos bicudos que vivemos impõem! Sim eu seria avô de uma linda menina que nasceu um dia depois da proclamação da Independência do Brasil, coisa muito singular para mim. 

Comecei a meditar: Eu não estava ficando velho, idoso, ancião, véi, eu estava renascendo através daquela menina que veio ao mundo como um presente de Deus, é isso o que cada avô ou avó, ou ambos devem pensar: A vida não vai acabar quando formos desta ligeira passagem para a vida sem fim, chamada eternidade.

Voltando aos dois homens que caminhavam de mãos dadas, pensei: Ali vão dois heróis! Um é o vovô, lutador de muitas batalhas, provavelmente passou pelas duas Guerras Mundiais, já viu muita morte, mas também muitas vidas que lhe alegraram ou entristeceram, e agora está ele ali conduzindo pela mão um pequeno ser que o substituirá no tempo adiante, quando o vovô tiver cumprido o tempo que Deus lhe deu, de ter casado, gerado filhos e, hoje muito feliz conduz pela mão, a continuidade da sua brilhante vida. O vovô é o herói daquele pequeno ser que lhe segura a mão. Na cabeça do menino está a figura de um gigante ou de um serviçal, que prontamente atende aos seus desejos à menor lágrima que escorre de seus olhos! O vovô é aquele que quebra “todos os galhos”, não importa o tamanho, é o “advogado” das causas perdidas: o pai e a mãe não querem atender? O advogado resolve. Simples assim? Talvez até mais simples que isso!!! Para entender o amor de um avô ou avó por um neto ou neta, há um requisito especial: ser avô. Eu não tive essa felicidade de conhecer nenhum avô, pois quando nasci meus avós já tinham falecido, mas tive alguns “avôs postiços”, isto é, aqueles substitutos que Deus em Sua infinita sabedoria sabia que era necessário ter “reservas” de luxo, que me deram uma atenção imerecida, acho que pelo fato de ser um carente de um avô, que por sua vez era carente de um neto. Toda criança precisa ter um avô, para ser o para raio de quando as “tempestades maternais ou patriarcais” ameaçarem o horizonte de alguma traquinagem realizada. Naquela manhã calorenta, vi quando os dois entraram numa sorveteria e, imaginei: Agora aquele menino vai se lambuzar com o indefectível sorvete de chocolate, provavelmente vai borrar a roupa impecável, e quem vai levar a bronca da mamãe, ainda que leve, para não magoar o vovô que é pai dela ou do marido é o menino, mas no próximo encontro farão tudo de novo e, até um pouco mais. 

Escrevo isto tudo num domingo, em que tenho de ir à igreja, não para confessar os meus pecados, alguns deles cometidos por desrespeitar as “leis marciais” de minhas noras ou filha. Gostei muito do depoimento de um avô que quebra as leis para atender o “seu herói” – seu neto, e me identifiquei. Afinal, apesar da tecnologia, dos avanços nas ciências do trato com as pessoas, ainda estamos engatinhando no relacionamento de uns com os outros. Ainda somos “meio-selvagens” quando vemos nossas “leis pessoais”, sendo desafiadas. Mas é gostoso encontrar com os netos e poder curtir um tempo com esses heróis. Em pouco tempo esses seres pequenos terão que enfrentar a vida para ganhar o pão de cada dia, o francesinho que vai subindo de preço como se estivéssemos em Paris, e o que ficará na lembrança dos netos? A figura um tanto alquebrada de um herói de um menino ou menina, que por sua vez foi herói, sem que o soubesse daquele vovô. Foi Deus Quem fez assim, para que no meio das lutas tenhamos o consolo de crianças ou até adultos, que prezam a amizade que cultivaram com o vovô.

Lembro saudoso da minha neta primogênita, que quando passei por uma cirurgia e, estava em casa convalescendo, ela veio com seus pais me visitar, me abraçou e disse: Vamos orar, todos baixaram as cabeças e ela orou: Papai do céu cura o meu vovô, pra ele andar de bicicleta com nós. Em nome de Jesus, amém”, e quando ela terminou de orar o vovô dela estava chorando, por uma oração tão sincera e espontânea. Um é herói do outro! Se ninguém não presta atenção ao que você vovô faz, seu neto ou sua neta olha atentamente e, vai te imitar. Tenho cinco netos, duas meninas e três meninos, e sou muito feliz com eles...sabe de uma coisa: eles são meus heróis! Um abraço.  

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