Polícia

Aberto 3º inquérito para apurar relação entre Santa Casa e IACor

O delegado de polícia, Ailton Canato, responsável pelas investigações das contas da Santa Casa de Misericórdia de Fernandópolis, desde 2007, confirmou a instauração do terceiro inquérito policial sobre a relação comercial entre a entidade e o IACor.

Região Noroeste - Fernandópolis
26/08/19 às 11h03
(RN)

O delegado de polícia, Ailton Canato, responsável pelas investigações das contas da Santa Casa de Misericórdia de Fernandópolis, desde 2007, confirmou a instauração do terceiro inquérito policial sobre a relação comercial entre a entidade e o IACor. 

O IACor - Instituto Avançado do Coração, de Fernandópolis - também foi alvo de apreensão de documentos em uma operação realizada no dia 16 de julho. Canato não revelou detalhes sobre a nova investigação. 

Durante os primeiros dias depois da operação, cogitou a possibilidade de um acordo homologado na Justiça sobre parte de uma dívida do IACor com a Santa Casa. A entidade teria concordado em reduzir a dívida de R$ 800 mil para apenas R$ 142 mil. 

Um dos conselheiros afirmou que houve um acordo prevendo que parte dos equipamentos existentes no IACor passariam a ser de propriedade da Santa Casa após alguns anos. Esse acordo não estaria previsto na homologação judicial e um documento apartado teria fixado a posse dos equipamentos após alguns anos. 

O delegado Ailton Canato ainda não finalizou o seguindo inquérito que apura a venda de terrenos da entidade para pessoas ligadas com a Irmandade, que seria vedado pelo Estatuto, como foi o caso de José Sequini Junior. As análises de documentos apreendidos não teriam sido concluídas. 

O IACor chegou a emitir nota oficial informando que estaria colaborando com as investigações policial. 

CASO SEMELHANTE 
Em abril deste ano, o ex-provedor da Santa Casa de Sorocaba, José Antonio Fasiaben, foi condenado a 52 anos e quatro meses de prisão pelos crimes de peculato e associação criminosa. A denúncia foi feita pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). 

Durante a gestão dele, o hospital acumulou uma dívida de R$ 50 milhões. A decisão em primeira instância ainda cabe recurso. 
Além de Fasiaben, outros dois empresários que mantinham contratos com o hospital também foram condenados: Romildo Caetano da Silva e o filho Douglas Caetano da Silva. 
Romildo foi condenado a 29 anos de prisão por peculato e o filho por cinco anos e oito meses por peculato e associação criminosa. 
A decisão do juiz da 1ª Vara Criminal do Fórum de Sorocaba, Jayme Walmer de Freitas. A sentença tem 94 páginas. A condenação é de um processo que investiga irregularidades com dinheiro público na Santa Casa de Sorocaba. 
O juiz determinou que a Polícia Civil abra mais um inquérito para investigar o ex-provedor. Será o sétimo inquérito que apura falcatruas com o dinheiro público do hospital. Essa nova investigação é para apurar lavagem de dinheiro. 

Com informações do G1 de Sorocaba

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