Vereador Guto Marão

`Nem o Covid impediu as penitências de fé no Bom Jesus. Romeiros mereciam pelo menos o asfalto que lhes foi prometido´, afirma Guto Marão

Após 78 anos, pela primeira vez em Andradina não houve a romaria em penitência ao Senhor Bom Jesus da Lapa.

Andradina/SP
07/08/20 às 10h20
(foto: Hugo Leonardo)

Após 78 anos, pela primeira vez em Andradina não houve a romaria em penitência ao Senhor Bom Jesus da Lapa. Ela foi realizada por 77 anos todo dia 6 de agosto, merecendo um icônico “meio feriado” religioso, para que os fiéis possam fazer o percurso de frente da Paróquia de Nossa Senhora das Graças, em mais de sete km pela  Vicinal Emitério Castilho Teno, que liga Andradina ao bairro de Paranápolis,  até a Capela do Santo no Centro do distrito, onde é realizada uma missa campal e depois a tradicional Quermesse do Bom Jesus.

Nada disso aconteceu em 2020, o ano em que o Covid 19 resolveu bagunçar a vida das pessoas.

Mas mesmo o Covid 19 não abateu a fé de pessoas que, mesmo sem uma programação oficial da Igreja fez a sua penitência pela empoeirada estrada que liga Andradina ao patrimônio de Paranápolis. E empoeirada é o adjetivo correto para a estrada Emitério Castilho Gimenez, que espera o asfaltamento que está parado há vários anos.

“Esperamos ver alguma obra depois que a prefeitura anunciou que terminaria o asfalto parado há quase dois anos. Isso foi anunciado a cerca de 20 dias e as obras que estão paradas há vários anos não avançaram nenhum centímetro”, disse o vereador Guto Marão, que foi vistoriar a anunciada retomada do asfaltamento.

(foto: Hugo Leonardo)

“Conversei com várias pessoas que fizeram sua penitência, como gesto pessoal, se cuidando com máscaras e também não se aglomerando. Eles disseram que nada os impediria de cumprir suas tradições, mas com asfalto a coisa seria bem melhor”, afirma Guto.

O vereador também elogiou o trabalho das pessoas ligadas a capela, que organizaram a fila para a imagem do santo e também criaram mecanismos para que as pessoas não se aglomerassem.

Luzia Feitosa Alves, aos 75 anos, cumpriu a penitencia de fé por ter sido atendida por várias vezes por graças que atribui ao Bom Jesus da Lapa. Por duas vezes foi totalmente desengana da por médicos e também passou “perrengues” com a saúde dos filhos. Ela era evangélica quando descobriu a fé pelo Bom Jesus e por Nossa Senhora Aparecida, o que a fez mudar. Após as graças ela está há 25 anos sem faltar um só ano com sua promessa.

O asfalto que estava parado há vários anos, continua sem prosseguimento mesmo com anuncio da prefeitura (Hugo Leonardo)
Luzia Feitosa Alves, aos 75 anos, cumpriu a penitencia de fé por ter sido atendida por várias vezes (Hugo Leonardo)

História

A primeira procissão reuniu não mais que seis pessoas e hoje a penitência leva milhares de penitentes ao local a procura de milagres. A tradição de cultuar o Bom Jesus foi trazida para Andradina pelo casal de proprietários rurais Antônio Alves da Silva e Erothildes Neves e Silva, já falecidos, que moravam na cidade de Paramirim (BA), e compraram a propriedade rural onde hoje se localiza o patrimônio de Paranápolis.

Eles eram seguidores das tradições na cidade de Bom Jesus da Lapa (BA), e quando se mudaram para o interior paulista, resolveram continuar a devoção construindo dentro de sua propriedade a capela onde hoje, ainda é realizada a festa.

De acordo com ela, o avô e os filhos receberam ajuda dos fazendeiros vizinhos e de pessoas da comunidade em geral na mão-de-obra. Depois da morte dos patriarcas a família doou a parte onde hoje se localiza o patrimônio para que a comunidade católica seguisse a tradição.

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