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Instabilidade!

“Jesus chorou” (João 11:35)

Revista Fala! - Pr. João Gilberto
22/10/20 às 10h34
Arquivo Fala!

Nenhuma lágrima! Um caixão, um corpo, a face exibe uma tranquilidade de quem completou a tarefa! Agora deixa este mundo de tanta controvérsia, um mundo que ainda não aprendeu andar, que vive suplicando por alguém que lhe dê uma direção segura, e que mais uma vez entre tantas, perde mais um dos seus habitantes. Um homem, já entrado na terceira idade, pai de uma família, trabalhador, íntegro, que se foi apanhado por um desses males que são feitos por desalmados que só pensam em si, que querem dominar o mundo, e vivem a espalhar o mal.

Cercado de seus familiares, a esposa, os filhos, entre eles duas mocinhas, faces marcadas pela acne, ou melhor conhecida por espinhas, produtos da puberdade e de alguns chocolates, estão ali a contemplar (?) o patriarca que descansou de sua ingente lida, pois não é fácil, nestes tempos bicudos sustentar dignamente uma casa ou um lar? Até que chega a hora, e num silêncio sepulcral a tampa é colocada no caixão, parafusada, e alguns amigos e às vezes algum parente se toca e pega na alça para levar até ao carro fúnebre, e de lá para a sepultura, última morada do ser humano, neste mundo que o rei de Israel, Davi cognominou de “o vale da sombra da morte” (Salmo 23:4) e lá na necrópole enquanto é fechado o túmulo, todos os presentes olham em silêncio, sabendo que um dia lhes sucederá o mesmo.

Durante esta pandemia, realizei o funeral de seis pessoas (até agora) em todos os funerais fiquei notando a atitude das pessoas mais próximas do extinto (a), e o que descrevi acima, nada mais é a constatação de que estamos ficando a cada dia mais insensíveis! Insensível “que não se deixa comover; indiferente...” foi isso que eu li no dicionário, e tal atitude é alarmante, pois diz que estamos perdendo o amor pelas pessoas, talvez pelo fato de a população mundial cresceu muito, pelos fatos que ocorrem cotidianamente, ou pela proteção que queremos ter diante da morte, pois essa exibe em cada caso a insensibilidade; não importa se é o pai de família, a mãe querida, o filho jovem, a mocinha imberbe ou até o bebê recém-nascido ou de alguns meses, ela faz o seu trabalho sem se importar o que vai acontecer com os que ficam, e estão na fila! Alguém disse: “As palavras arrastam, mas a imagem nos insensibiliza”, depois de vermos tantas mortes, os números são alarmantes (apesar de serem mentirosos) mas impressionam, e as pessoas ao notarem os números ficam alarmadas e vão se fechando, alguns chegam a dizer: Não vale a pena amar alguém, pois em determinado instante ele/ela se vai e deixa um buraco no coração da gente, que jamais se fecha.

Então estamos nos tornando robôs, insensíveis, nada me comove, não sinto dor, não sinto saudades, não choro, não dou risada!!! Será que existe alguém assim? Vá ao velório de alguém e constatará o que comento. Mas porque estamos nos tornando assim? Meu pai nasceu em 1901, eu nasci em 1944, mas na tenra idade vi em muitas ocasiões meu pai e minha mãe chorar, a morte de parentes, de amigos, e eu chorava também, e isto me acompanhou quando morria um gatinho, um cachorrinho, em certo sentido o sentimento de pesar se instalou em mim, e fico comovido pelas pessoas que morrem, ainda que tivesse me desenvolvido em uma época que diziam: Homem não chora! Engole o choro! Isto foi se desenvolvendo de tal maneira, que hoje estamos colhendo os resultados de uma atitude “irracional”, e temos visto nestes tempos algumas postagens, mostrando cachorros, cavalos que demonstraram sua tristeza pela morte de seus donos. O pequeno verso que coloquei no início deste comentário, fala de um Deus-Homem perfeito e completo, que mesmo sendo Deus e tendo visto os estragos enormes feitos pelo Dilúvio, ainda assim diante do túmulo de um amigo tão querido chamado Lázaro, derramou lágrimas. Nenhum de nós, por melhores que sejamos teremos a sensibilidade que Jesus teve, pois Ele tinha em Si o sentimento que deve mover a vida de todos os seres humanos: amor, não fosse esse sentimento Ele não teria dado a Sua preciosíssima vida na cruz do Calvário. Precisamos revolucionar a maneira como estamos enfrentando a vida, nestes terríveis dias de pandemônio, isso mesmo o pandemônio que se tornou a vida de muitos, que sem estrutura espiritual – vivência com Deus e Sua palavra – na hora de viver com sua família, de estreitar os laços de amor, de bondade, de adaptabilidade com as diferenças, acabaram fazendo tragédias, eliminando a esposa, os filhos e se matando. Falta do sentimento que animou Jesus, e que urgentemente precisamos injetar em nossos insensíveis corações. Oxalá as muitas mortes tenham trazido para cada um de nós a reflexão: Sou apenas pó, como todos os outros! Avalie bem como está encarando  sua maneira de ser. Leia os quatro Evangelhos sem preconceito e note como Jesus agiu com todos, e pergunte: Posso ser como Ele? Um abraço.

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