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Psicólogo explica principal diferença entre medo e fobia e como tratá-los

“São situações de psicodinâmicas diferentes”, alerta o profissional

Agência Educa Mais Brasil
07/03/22 às 16h11
Agência Educa Mais Brasil

Altura, ratos ou baratas são os medos mais comuns e muita gente já passou por situações desesperadores por alguns deles.

Quando a questão se torna excessiva e persistente é um forte indício de desenvolvimento de fobia – um tipo de transtorno de ansiedade generalizada. É a hora então de buscar um tratamento para que a rotina e as relações não sejam afetadas diretamente, gerando limitações em todas as formas de convivência do indivíduo. 

O primeiro passo, como explica o psicólogo e professor do curso de Psicologia da Faculdade Pitágoras , Clauberson Sales do Nascimento Rios, é diferenciar se o que a pessoa sente é um medo ou se o quadro já evoluiu para a fobia. Embora, no senso comum, pareçam ser a mesma coisa, medo e fobia são coisas distintas. 

“Apesar de muitas pessoas confundirem, são situações de psicodinâmicas diferentes. A fobia é considerada como transtorno mental ansioso, podendo incapacitar a pessoa no desenvolvimento de suas atividades cotidianas. Já o medo é uma resposta impulsiva normal a uma situação real de risco”, diferencia o psicólogo.

Dados presentes no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V) revelam que as pessoas que convivem com algum tipo de fobia são mais propensas a cometer suicídios. Entre as fobias mais comuns descritas estão: aerofobia (medo de andar de avião), aractonofobia (medo de aranha), claustrofobia (medo de lugares pequenos e fechado), catsaridafobia (medo de barata) e fobia social (medo de relações humanas). 

Entre os pontos a serem observados, como alerta Cleuberson, é a distorção da realidade que contribui para uma reação desproporcional frente a algo que a pessoa sinta medo. “A pessoa de certo modo cria uma situação de pavor, desproporcional à realidade naquele momento, e fica de certo modo escravizada a esta relação. Situações de traumas na infância, por exemplo, claro que podem ser gatilhos e podem desencadear fobias, por isso crianças e adolescentes são os mais vulneráveis. Porém, trata-se de um evento mais complexo e, por isso, necessita da avaliação de um profissional qualificado”.

O tratamento de uma fobia deve ser iniciado após um diagnóstico minucioso, que abranja aspectos físicos, cognitivos e psicossociais. Segundo o psicólogo, a avaliação é o ponto de partida para a escolha das técnicas mais eficazes para atender às necessidades específicas de cada paciente.

“A psicoterapia auxilia muito os pacientes a aprenderem a lidar com as fobias e amenizar o problema. Aliado a isso, algumas pessoas, com transtornos mais severos, também passam por acompanhamento psiquiátrico fazendo, quando necessário, a introdução de medicamentos adequados em cada caso”, finaliza.

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