Pimenta

Em meio a investigação de esquema, Birigui tem primeiro pré-candidato a prefeito

Fabiano Amadeu afirma que quer concorrer ao cargo; ainda no Legislativo, temor da lista da "mesadinha"

Coluna Pimenta* - Hojemais Araçatuba
18/01/20 às 17h10
Fabiano Amadeu quer concorrer ao Executivo biriguiense (Foto: Arquivo pessoal)

Em Birigui, apenas um nome se anunciou como pré-candidato ao Executivo municipal para a coluna, por enquanto. O vereador Fabiano Amadeu (Cidadania), que está em seu primeiro mandato, afirma que quer concorrer ao cargo pelo mesmo motivo pelo qual decidiu se candidatar a vereador: “ter um mandato limpo, transparente, sério e com a participação popular”. Diz ainda que não faz acordo de “toma lá dá cá” e que se for eleito, será na raça. “Entro se for a vontade do povo, caso contrário, sigo com a minha cabeça erguida.”

Nem situação, nem oposição

Apesar de aparecer ao lado do prefeito Cristiano Salmeirão (PTB) em eventos oficiais, o que o coloca na posição de situação, Fabiano nem sempre vota com a bancada, principalmente em projetos que desagradam a população.

Esquema

No Legislativo de Birigui, o clima está tenso nas últimas semanas com o andamento da operação da Polícia Civil que investiga possível esquema criminoso envolvendo OSS (Organizações Sociais de Saúde) que atuam na região e recebem dinheiro público. Como corre em segredo de Justiça, a polícia não fala sobre o caso e a reportagem não se tem acesso a documentos da esfera judicial. Porém, circulou pelas redes sociais uma lista com nomes de políticos de Birigui, valores e supostas datas de pagamento. Alguns nomes do Legislativo estão, inclusive, bem legíveis.

Mesadinha

Nos bastidores, o caso é chamado de “mesadinha”, que seria paga a vereadores possivelmente em troca de aprovação de projetos. Na Câmara, o clima é de “a casa caiu” e há informação de que houve até choro, literalmente, nos gabinetes.

Nada de extra

Na sexta-feira (17), a convocação de sessão extraordinária não foi atendida nem pela bancada do prefeito Salmeirão. Apenas seis vereadores compareceram ao compromisso, que foi cancelado por falta de quórum. Pela transmissão na internet, foi possível acompanhar o secretário de Gabinete Gilmar Trecco Cavaca, na frente da casa legislativa, ao telefone, na tentativa de chamar os vereadores. Em vão. Na pauta estavam dois projetos de repasses para a Santa Casa de Birigui, que somam mais de R$ 1,4 milhão. O hospital, no entanto, foi alvo de cumprimento de mandados de busca e apreensão nesta semana.

Por que não esperou?

Questionada sobre os possíveis prejuízos da não deliberação dos projetos pela Câmara, a Prefeitura informou que não haverá convocação de nova extraordinária e que os projetos deverão entrar na pauta do dia 4 de fevereiro, na primeira sessão ordinária deste ano. Afirmou ainda que não há risco de perder recursos ou de ter os atendimentos prejudicados até a data.

A pergunta é: se não há risco e se a votação pode esperar o fim do recesso, por que convocar extraordinária?

Sem parecer

Só para esclarecer, os projetos votados em sessões extraordinárias não possuem parecer jurídico da Casa, apenas o parecer verbal dos integrantes das comissões, ou seja, dos próprios vereadores, que nem sempre têm conhecimento aprofundado desse tema.


*As notas fazem parte da coluna Pimenta, onde são publicadas informações de bastidores da política da região de Araçatuba. 

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