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PSL de Araçatuba volta para as mãos de sindicalista

Vereador Denilson Pichitelli reassumiu comando do partido, nesta sexta-feira (17), como já era esperado

Coluna Pimenta* - Hojemais Araçatuba
18/01/20 às 16h07
(Foto: Angelo Cardoso/Câmara de Araçatuba)

Após a crise no PSL nacional, que culminou com a saída do presidente Jair Bolsonaro do partido e a criação do Aliança pelo Brasil, o comando do PSL local voltou para as mãos do sindicalista e vereador Denilson Pichitelli nesta sexta-feira (17), como já era esperado. Depois da destituição de Eduardo Bolsonaro da presidência do partido em São Paulo, a legenda no Estado passou para o comando do deputado Júnior Bozzella, a quem Pichitelli apoiou nas últimas eleições.

Dança de cadeiras

Quando Eduardo estava à frente do PSL estadual, um diretório provisório em Araçatuba, sobre o comando do jornalista Iranilson Silva, que era próximo do filho do presidente da República, foi registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A nomeação ocorreu no auge da crise do partido e o próprio Iranilson reconhecia que não ficaria por muito tempo. Em 16 dezembro, Iranilson se filiou ao PRTB e assumiu como vice da sigla que tem Teucle Mannarelli Filho como presidente. Na mesma época, Teucle anunciou a pré-candidatura às eleições.

Só como vice

Sobre as pré-candidaturas... Embora o engenheiro civil e empresário Rodrigo Andolfato tenha confirmado ao Hojemais Araçatuba que é pré-candidato à Prefeitura de Araçatuba , Pichitelli afirma que a intenção do partido, que se considera uma terceira via, é lançar candidato a vice. De acordo com o sindicalista, o partido não tem no momento estrutura para concorrer ao Executivo e caso Andolfato realmente tenha interesse em sair candidato pelo PSL precisa primeiro falar com a diretoria, o que não aconteceu ainda.

Fabiano Amadeu quer concorrer ao Executivo biriguiense (Foto: Arquivo pessoal)

Prés de Birigui

Em Birigui, apenas um nome se anunciou como pré-candidato ao Executivo municipal para a coluna, por enquanto. O vereador Fabiano Amadeu (Cidadania), que está em seu primeiro mandato, afirma que quer concorrer ao cargo pelo mesmo motivo pelo qual decidiu se candidatar a vereador: “ter um mandato limpo, transparente, sério e com a participação popular”. Diz ainda que não faz acordo de “toma lá dá cá” e que se for eleito, será na raça. “Entro se for a vontade do povo, caso contrário, sigo com a minha cabeça erguida.”

Nem situação, nem oposição

Apesar de aparecer ao lado do prefeito Cristiano Salmeirão (PTB) em eventos oficiais, o que o coloca na posição de situação, Fabiano nem sempre vota com a bancada, principalmente em projetos que desagradam a população.

Esquema

No Legislativo de Birigui, o clima está tenso nas últimas semanas com o andamento da operação da Polícia Civil que investiga possível esquema criminoso envolvendo OSS (Organizações Sociais de Saúde) que atuam na região e recebem dinheiro público. Como corre em segredo de Justiça, a polícia não fala sobre o caso e a reportagem não se tem acesso a documentos da esfera judicial. Porém, circulou pelas redes sociais uma lista com nomes de políticos de Birigui, valores e supostas datas de pagamento. Alguns nomes do Legislativo estão, inclusive, bem legíveis.

Mesadinha

Nos bastidores, o caso é chamado de “mesadinha”, que seria paga a vereadores possivelmente em troca de aprovação de projetos. Na Câmara, o clima é de “a casa caiu” e há informação de que houve até choro, literalmente, nos gabinetes.

Nada de extra

Na sexta-feira (17), a convocação de sessão extraordinária não foi atendida nem pela bancada do prefeito Salmeirão. Apenas seis vereadores compareceram ao compromisso, que foi cancelado por falta de quórum. Pela transmissão na internet, foi possível acompanhar o secretário de Gabinete Gilmar Trecco Cavaca, na frente da casa legislativa, ao telefone, na tentativa de chamar os vereadores. Em vão. Na pauta estavam dois projetos de repasses para a Santa Casa de Birigui, que somam mais de R$ 1,4 milhão. O hospital, no entanto, foi alvo de cumprimento de mandados de busca e apreensão nesta semana.

Por que não esperou?

Questionada sobre os possíveis prejuízos da não deliberação dos projetos pela Câmara, a Prefeitura informou que não haverá convocação de nova extraordinária e que os projetos deverão entrar na pauta do dia 4 de fevereiro, na primeira sessão ordinária deste ano. Afirmou ainda que não há risco de perder recursos ou de ter os atendimentos prejudicados até a data.

A pergunta é: se não há risco e se a votação pode esperar o fim do recesso, por que convocar extraordinária?

Sem parecer

Só para esclarecer, os projetos votados em sessões extraordinárias não possuem parecer jurídico da Casa, apenas o parecer verbal dos integrantes das comissões, ou seja, dos próprios vereadores, que nem sempre têm conhecimento aprofundado desse tema.

Doria exaltou a participação da mulher na política em sua passagem pela região (Foto: Governo de SP)

Mulher na política

Em sua visita pelo interior, o governador João Dória (PSDB) exaltou o papel da mulher na política. Em Coroados, ele elogiou a prefeita Therezinha Castilho Varoni (DEM) que, segundo ele, “faz um bom exemplo de gestão feminina, de eficiência”. Em seu discurso, enfatizou que é defensor da mulher à frente do poder público, seja no Executivo ou Legislativo.

Disse ainda que os prefeitos que têm secretárias mulheres, melhoram a sua gestão, e os que ainda não têm, que devem inclui-las.

Viva às mulheres!

Em Araçatuba, Doria novamente enalteceu a participação feminina na política. “Queria registrar como estou feliz com a presença maciça de mulheres, que fazem a diferença na vida de São Paulo, na vida do Brasil. São as mulheres que vão transformar o País, com a sensibilidade, atitude, maternidade e com a capacidade de desenvolver programas sociais”, afirmou o governador, pedindo um grito de “Viva às mulheres!”.

Vice foi citada

Dirigindo-se ao prefeito Dilador Borges (PSDB), o governador registrou seu carinho à primeira-dama, Deomerce Damasceno, e à vice-prefeita, Edna Flor (Cidadania), a quem teceu uma série de elogios por seu trabalho social. “O Dilador, com muita sabedoria, colocou duas mulheres para fazer o comando de todo o desenvolvimento social da cidade”, explicitou. A exaltação às mulheres foi ouvida várias outras vezes durante o seu discurso.

Sem mulheres

Os inúmeros elogios de Doria a “elas” não são de reconhecimento. Desde o ano passado, há uma corrida para fortalecer as candidaturas femininas nas eleições municipais de 2020 por necessidade. No pleito deste ano, os partidos deverão cumprir cota de 30% de candidatas mulheres para as câmaras municipais. Ou seja, eles precisam das mulheres. Em Araçatuba, tomando como base a lista de pré-candidatos ao Executivo, é claro que a meta não será fácil de ser alcançada. Os oito que anunciaram que vão concorrer ao cargo são homens.

Cadê?

Em tempo, Araçatuba já foi governada por Germínia Dolce Venturolli, eleita por duas vezes, e Marilene Magri, que governou a cidade de setembro a dezembro de 2008, após a cassação de Jorge Maluly Netto. E uma curiosidade chamou atenção desta coluna: o nome e a foto de Marilene não estão inclusos no quadro de ex-prefeitos disponível no site da Prefeitura. No entanto, nem todos ex-chefes do Executivo, com curta passagem pelo cargo, estão na lista.

*A coluna Pimenta publica informações de bastidores da política na região de Araçatuba. 

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