Cotidiano

Apesar das 'barreiras', ônibus chegam lotados com trabalhadores da região a Maringá por falta de fiscalização

Barreiras educativas não alcançam os veículos que chegam lotados de trabalhadores da região; Secretaria de Assuntos Metropolitanos e Institucionais disse que solicitou ao DER maior rigor nas fiscalizações

Victor Faria - HojeMais Maringá
01/03/21 às 19h10

Desde o domingo (28), quem passa pelas entradas de Maringá verifica as barreiras educativas propostas pela administração municipal, cujo principal intuito é conscientizar a população quanto a gravidade da situação da cidade e do Paraná, em relação à Covid-19, inclusive, sobre o colpaso do sistema de saúde que se verifica em todo o Estado.

Em um primeiro momento, o prefeito Ulisses Maia (PSD) disse que as barreiras eram para filtrar as ambulâncias que vinham de outros municípios. Aquelas que viessem de locais que não adotaram o decreto proposto pelo Governo do Estado, estariam proibidas de entrar no município e o tratamento seria sonegado às pessoas oriundas desses locais. 

"Essas pessoas que estão se sacrificando merecem respeito da nossa parte e das cidades vizinhas. Sei que os profissionais da saúde atendem a todos de forma igual, com o mesmo carinho e dedicação. Mas, os prefeitos da região têm que fazer a sua parte. Não podemos nos sacrificar mais”, disse Ulisses Maia em comunicado oficial da Prefeitura.

Em suas redes sociais o prefeito nomeou "os proibidos" de entrar na cidade: Cianorte, São Carlos do Ivaí e Mandaguaçu. Todas essas cidades disseram que não fechariam o comércio na totalidade. Após o comentário do prefeito de Maringá, os administradores dos municípios recuaram e com eles a ideia de negar atendimento, por parte de Maringá. A partir daí as blitze seriam meramente educativas.

Se em um primeiro momento o intuito era barrar ambulâncias, agora o município sequer tem uma posição oficial quanto aos ônibus que chegam da região, absolutamente, lotados. Não há, até onde apurou o HojeMais Maringá nenhum plano de barrar a entrada desses veículos na cidade, tampouco multar as companhias por lotação. 

Nas últimas semanas, reclamações de pessoas em linhas de Mandaguaçu e também de São Jorge do Ivaí eram comuns. Com a rigidez do decreto, a população acreditava que a situação iria melhorar no transporte metropolitano, mas essa realidade não se confirmou. Em nota oficial, a prefeitura, através da Secretaria de Assuntos Metropolitanos e Institucionais, se manifestou quanto ao assunto.

"A Secretaria de Assuntos Metropolitanos e Institucionais solicitou na semana passada ao Departamento de Estadas e Rodagem (DER), por meio de ofício e presencialmente, a fiscalização dos ônibus intermunicipais, considerando a gravidade da pandemia e o número crescente de leitos de hospitais públicos e privados. A secretaria solicitou esclarecimentos e fiscalizações, já que a média de lotação é de 50% de passageiros durante os horários de picos", disse em nota a cidade.

Embora atribua ao DER a fiscalização dos veículos, as ambulâncias que chegariam ao município seriam fiscalizadas por forças da administração municipal. O HojeMais Maringá questionou o município quanto a fiscalização desses veículos - inclusive em relação às autuações - no perímetro urbano, mas a prefeitura de Maringá não respondeu à reportagem até a publicação deste material. 

 RECOMENDADO PARA VOCÊ
 EM DESTAQUE AGORA
VEJA TODOS OS DESTAQUES
 ÚLTIMAS EM COTIDIANO
Franquia:
Maringá PR
Franqueado:
SPOT COMUNICACAO DIGITAL LTDA
37.794.547/0001-16
Editor responsável:
Victor Faria / Kris Schornobay / Amaro de Oliveira
contato@mga.hojemais.com.br
Todos os direitos reservados © 1999 - 2021 - Grupo Agitta de Comunicação.