Cotidiano

Motoristas da TCCC voltam ao trabalho após pagamento de salário

Transporte Coletivo de Maringá estava com paralisações desde a última quinta-feira (8)

Amaro de Oliveira - HojeMais Maringá
12/04/21 às 16h48

Os motoristas da empresa TCCC (Transporte Coletivo Cidade Canção) retornaram nesta segunda-feira (12), ao trabalho, após pouco mais de quatro dias de paralisação.

Em protesto contra o atraso no pagamento dos salários do mês de março, os profissionais cruzaram os braços na quinta-feira (8), pegando  muitos usuários do serviço de surpresa e deixando o terminal vazio.

Passageiros ficaram nas plataformas e poucos carros circulavam. A situação foi semelhante à ocorrida em fevereiro quando houve atraso no depósito dos valores integrais dos salários.

O Vice-presidente do Sinttromar disse que apenas 30% dos valores foram pagos, e que os salários integrais deveriam ter sido depositados até a meia-noite de quarta-feira (7), o que não ocorreu.

Em assembleia, os motoristas haviam decidido pela paralisação até que a situação se resolvesse. Os representantes do sindicato estiveram durante esses dias em negociação com a empresa, da liberação do restante dos salários do mês de março.

A empresa Transporte Coletivo Cidade Canção tentou inclusive negociar um auxílio do município para  bancar os custos do transporte, o que foi negado pelo prefeito Ulisses Maia.

O  Tribunal de Contas do Estado recomendou que a prefeitura desse apoio financeiro à empresa, que presta um serviço essencial na cidade. Mas esse aporte ainda não havia sido autorizado pela prefeitura, até esta segnda-feira.

Fim da paralisação

A empresa TCCC informou que fez na manhã desta segunda-feira (12) os depósitos de 30% dos pagamentos dos motoristas que ainda restavam, mas para isso precisou recorrer a empréstimos e venda de ativos. Com isso voltou tudo à normalidade, no fim da manhã, de acordo com o diretor de tráfego da empresa, Luiz Carlos Alves.

Uma das condições para que todos voltassem ao trabalho, também foi a garantia da empresa de não descontar os dias paralisados em manifestação. Segundo o que foi informado, a empresa concordou em perdoar esse dias parados sem descontar dos motoristas, para que o serviço fosse retomado.

Crise financeira

A empresa diz que em consequência da pandemia e a queda de arrecadação, vem sofrendo um colapso financeiro e que a situação está se tornando irreversível, caso não haja  um repasse de subsídio público. O rombo financeiro da empresa já passa de R$ 24 milhões.

O que diz a prefeitura?

"O Município tem mantido reuniões diárias com a empresa de transporte coletivo para chegar a um denominador comum e manter a qualidade do serviço à população. A Concessionária solicita o pagamento de mais R$ 20 milhões para suportar os prejuízos com a pandemia de Covid-19.

A Prefeitura contratou a Fipe - Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, para avaliar o contrato e os reais prejuízos da concessionária. A Prefeitura tem auxiliado diversos segmentos da sociedade, sejam pessoas em situação de vulnerabilidade e empresas de setores atingidos. Mas, considera que o valor é elevado e que, apesar da redução brusca de passageiros, a TCCC não parou em nenhum momento.

Continuamos as negociações com a empresa e ouvindo o Sindicato dos Trabalhadores para tomar as medidas necessárias visando a manutenção deste serviço que é vital para nossa população."

Nas redes sociais o prefeito Ulisses Maia também se manifestou sobre o assunto e foi enfático ao criticar o sistema de monopólio do transporte e os valores solicitados pela TCCC:

"Estamos acompanhando a nova paralisação da TCCC. Mais um absurdo não pagar os funcionários da empresa, principalmente neste momento de dificuldade da pandemia. Todos estão sofrendo. Como vocês sabem, sempre estive ao lado da população.

Tivemos diversas reuniões e tratativas para solucionar com a empresa. Contratamos a Fipe - Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas para avaliar o contrato da concessionária. 

Também segue em andamento, desde que assumimos, estudos jurídicos para analisar o contrato de concessão e verificar a possibilidade de concorrência no transporte coletivo em Maringá. Não somos a favor do monopólio."

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