Cotidiano

"Movimento certo do modo errado", diz dirigente do Sinttromar, sobre possível paralisação do transporte nesta segunda

Vídeo que circula nas redes mostra motoristas afirmando que vão paralisar as atividades, devido aos atrasos de salário da TCCC

Victor Faria - HojeMais Maringá
06/02/21 às 14h50

Circula na internet um vídeo com motoristas da TCCC (Transporte Coletivo Cidade Canção) afirmando que o transporte público municipal vai ser paralisado na próxima segunda-feira (8). A declaração veio logo após a informação de que a concessionária iria atrasar o pagamento dos trabalhadores da categoria.

"Viemos passar a comunicação séria para toda população maringaense. Temos que avisar para todos ficarem cientes - para que não haja contradição - e falar que foi algo instantâneo e que não foi avisado. O que nós queremos? Reivindicar os nossos direitos. Estejam cientes que, segunda-feira, a partir das 4h ou 4h30, a paralisação da garagem sul e da garagem norte será total", disse no vídeo Josinei Correa , afirmando representar a categoria.

O Sinttromar (Sindicato dos Condutores de Veículos Rodoviários de Maringá), entretanto, não está a frente do movimento, embora considere legítima uma paralisação por atrasos no salário. Para Emerson Silva, vice-presidente da entidade, caso se concretize o movimento paredista, ele tem apoio da concessionária, o que caracterizaria um locaute. 

"Isso é um locaute da empresa. Todos que estão a frente têm cargos de confiança e chefia na empresa, que está obrigando - de certa forma - os trabalhadores procurarem no poder público uma solução que deve vir da empresa. É o movimento certo, mas pelo modo errado", afirmou Silva. 

Locaute é a recusa por parte de entidade patronal em ceder aos trabalhadores os instrumentos de trabalho necessários para desenvolverem suas atividades. Ao contrário da greve, que ocorre com a paralisação dos trabalhadores, o locaute se dá pela paralisação dos empregadores. No caso da TCCC, que é tem uma concessão pública, isso pode caracterizar, inclusive, crime, segundo Silva.

O dirigente afirmou ainda que, quem está promovendo a ação, nunca participou dos movimentos paredistas. Pelo contrário: normalmente endossavam a empresa e furavam a greve. No vídeo que circula, a ação - segundo o próprio Correa - é para forçar ação da prefeitura de Maringá, para sanar o problema dos salários atrasados, visto que a empresa já sinalizou não ter verbas.

"Queremos reivindicar ajuda da Prefeitura. A empresa presta serviço para a Prefeitura e a gente para a empresa. Não podemos trabalhar sem salário. Somos pais de família. Trablhamos o mês inteiro e defendemos o nosso pão. As contas estão chegando", disse Corrrea.

Na segunda-feira (8), segundo Emerson, há uma reunião agendada com o prefeito Ulisses Maia (PSD) e depois, ainda, com a categoria. Um pedido emergencial na justiça do trabalho deve, também, ser protocolado, solicitando o pagamento dos salários, bem como os valores corrigidos pelo período de atraso.

"Não deixaremos de apoiar a categoria. O sindicato é democrático. Se o movimento partir por parte dos trabalhadores, faremos o possível para apoiar. Esperamos que poder público, que tem responsabilidade sobre essa situação, veja a situação do atraso dos salários como prioridade, para resolver os problemas dos trabalhadores o mais rápido possível", concluiu Emerson.

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