Cotidiano

Sinttromar nega coação a motoristas e critica quem passa essa informação

Segundo sindicato, por meio de sua assessoria de imprensa, alguns comunicadores patrocinados pela empresa, estariam espalhando fake news sobre a paralisação

Amaro de Oliveira - HojeMais Maringá
10/02/21 às 09h00

No segundo dia de paralisação dos motoristas da TCCC (Transporte Coletivo Cidade Canção e Cidade Verde (metropolitano), terminal vazio e muita gente, que depende do transporte coletivo, tendo que se virar para chegar ao trabalho e voltar pra casa, ao final do expediente.

A direção das empresas, pagou o percentual que ainda devia sobre os salários de janeiro dos motoristas, depois de ver 100% de sua frota parada no pátio, mas mesmo assim a paralisação não cessou e na terça (09), a realidade era a mesma, que a de segunda.

O pagamento dos atrasados veio após a prefeitura de Maringá notificar a empresa concessionária, alegando que a não garantia de mínimo de 30% de operação, pode acarretar em quebra do contrato de monopólio.

Mesmo com o pagamento do restante dos saláros, os motoristas não retornaram e dizem que a paralisação é espontânea, não tem interferência do sindicato. A categoria afirma que ainda não retornou ao trabalho, porque querem que a empresa se posicione sobre o pagamento do PPR, reposição salarial e horas extras.

A TCCC afirma que a crise vem da queda de demanda de passageiros desde março de 2020, início da pandemia do  coronavírus. Segundo a empresa, em 2019 a média de passagens pagas por mês era de R$ 1.440.000, nos últimos três meses,  a média de passagens caiu bastante: para R$ 650.000.

Além do transporte urbano em Maringá, a empresa, pela Cidade Verde, as linhas metropolitanas em Sarandi, Paiçandu, Doutor Camargo, Floresta e Itambé.

A terça-feira
Em uma das notificações enviadas pela prefeitura à concessionária, o município solicitou que fossem apresentados documentos comprovando a capacidade econômica e financeira da empresa em operar e atender com qualidade as necessidades dos usuários do transporte público. Na terça-feira (9), a TCCC entregou à Prefeitura documentação para análise.

Também na terça, o diretor da TCCC, Roberto Jacomelli, participou de uma reunião com uma comissão da Prefeitura. Estavam presentes o vice-prefeito Edson Scabora, os secretários Hercules Maia Kotsifas (Governo), Douglas Galvão (Procuradoria Jurídica), Orlando Chiqueto (Fazenda), Hamilton Cardoso (Agência de Regulação) e Clóvis Melo (Gestão de Pessoas), e Rodrigo Lima. 

Outro ponto destacado pela comissão foi que o contrato prevê rompimento do serviço, caso a empresa não tenha condições econômicas para prestar o serviço. "É inaceitável começar dia de trabalho sem ter transporte coletivo para os trabalhadores. A empresa não cumpriu lei sobre manter 30% da frota operando", ressaltou a prefeitura de Maringá.

Sinttromar na bronca
Por meio de sua assessoria de imprensa, o sindicato disparou críticas a uma parte da imprensa. "Um pequena parcela da imprensa tem espalhado inverdades sobre a greve espontânea dos motoristas da TCCC (transporte urbano) e Cidade Verde (metropolitano). Patrocinados pela concessionária, esses comunicadores têm dito à população que o Sinttromar estaria coagindo os motoristas a manterem a paralisação, o que se trata de fake news (...). 

Essa insistência de alguns comunicadores da cidade, em afirmar que a greve é organizada pelo sindicato, tem indignado a categoria, que iniciou o movimento de forma espontânea, com méritos próprios, após a TCCC deixar de pagar parte do salário de janeiro. Isso levou os motoristas a gravarem um vídeo a respeito, na tarde desta terça (9), desmentindo esses comunicadores.

“[Roberto] Jacomelli deu uma entrevista à Jovem Pan, dizendo que a gente está sendo intimidado pelo sindicato e pelo Emerson [dirigente sindical] pra gente estar aqui. Alguém viu o Emerson aqui?”, pergunta um dos motoristas aos colegas, que respondem com uníssono “não”.

No mesmo vídeo, um outro motorista acrescenta: “Todo mundo aqui está por espontânea vontade, pela categoria. Estamos todo mundo junto nessa, pelo nosso direito. Não estamos sendo intimidados por sindicato. Vou repetir mais uma vez: não tem sindicato aqui junto conosco”.

Segundo os motoristas, a pandemia veio para todo mundo, para o pai de família também e não apenas para os mais ricos. “Estamos lutando pelos nossos direitos, e todos nós estamos juntos”, comentou motorista. O vídeo deixa essa questão muito clara", diz o texto.

Paralisação  continua
O Sinttromar foi informado que a paralisação do transporte coletivo entrará, nesta quarta (10), em seu terceiro dia. Houve nova reunião entre os motoristas e a diretoria da empresa, mas a categoria não aceitou voltar. A diretoria da empresa cobrou a volta ao trabalho e, sem sucesso, tentou atribuiu responsabilidade ao sindicato.

Os motoristas cobram da empresa a renovação do ACT (Acordo Coletivo de Trabalho), com pagamento retroativo do reajuste salarial. Talvez a população desconheça, mas já passou quase um ano desde a data-base, ou seja, a empresa ainda não repôs a inflação aos salários dos motoristas, que também reivindicam o pagamento da PLR (Participação nos Lucros e/ou Resultados).

Conforme ainda escreveu a assessoria do Sinttromar, " a empresa diz estar quebrada, mas até o momento não apresentou os balancetes que comprovem essa dificuldade. Na semana passada, o Sinttromar levantou a suspeita de locaute, prática que é proibida por lei no Brasil. Nela, a empresa teria atrasado os salários como forma de pressionar o prefeito Ulisses Maia (PSD) a conceder uma comprensação milionária por perdas na pandemia. A trucada não deu cert o".

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