Cotidiano

"Termina a greve dos motoristas e ônibus devem voltar a circular normalmente", diz prefeito 

Ulisses Maia anunciou acordo entre empresa e trabalhadores, mas não deu detalhes do que foi estabelecido

Redação HojeMais Maringá - Kris Schornobay
16/02/21 às 16h24

Mais de uma semana depois do início da paralisação dos motoristas do transporte coletivo de Maringá, o prefeito Ulisses Maia anuncia acordo entre empresa e trabalhadores e o fim da greve.

A notícia veio pelas redes sociais do prefeito: "Finalmente, a greve acabou. Houve acordo entre a TCCC e os funcionários. Ainda hoje os motoristas devem retornar 100%. Vamos seguir acompanhando e tomando as medidas necessárias, buscando sempre o melhor para a população ." Os seguidores do prefeito manifestaram alívio com o fim da paralisação. No entanto, os detalhes da negociação ainda não foram divulgados.

A greve começou quando as empresas anunciaram que não pagariam a integralidade dos salários na data prevista, 5 de fevereiro, por conta de problemas de caixa provocados pela pandemia, alegando prejuízo de R$ 24 milhões no ano passado.

O Sintromar, sindicato dos motoristas, nega ter participação no movimento, que seria espontâneo, e acusou a empresa de estar fazendo locaute, tentando forçar a prefeitura a desembolsar mais dinheiro público para financiar os alegados prejuízos, que no entanto, não foram comprovados.

No domingo, dia 7 de fevereiro, a prefeitura de maringá ameaçou pedir o rompimento do contrato de concessão com as empresas: 

“Faremos notificação para rescisão do contrato de concessão. Entendo que dificuldades financeiras por conta da pandemia muitas empresas têm. Por isso, muitos estão se adequando, inovando e mudando os serviços. Porém, nem por isso deixaram de pagar salário ou pressionaram os trabalhadores para pedir que a prefeitura resolva, quando a obrigação é da empresa. Se fosse assim, teríamos que disponibilizar recurso público para toda empresa em dificuldade. É inviável e injusto com a população”, disse o prefeito.

Na segunda-feira (8) as empresas depositaram o restante dos salários dos funcionários. Mesmo assim, a paralisação não foi evitada. Os motoristas passaram a cobrar das empresas a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), com pagamento retroativo do reajuste salarial, que vem sendo protelado há um ano, a empresa ainda não repôs a inflação aos salários dos motoristas. Os grevistas também reivindicam o pagamento da Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR). 

 

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