Economia

Falta de umidade atrasa plantio de soja na região noroeste

Apesar de estar liberado para plantar desde o dia 13 de setembro, quando terminou o vazio sanitário, o índice de chuvas no mês não tem favorecido o produtor para o plantio

Amaro de Oliveira - HojeMais Maringá
22/09/21 às 19h00

Já se vão praticamente dez dias da liberação do plantio de soja na região, com o fim do período do vazio sanitário, mas até o momento, o plantio da cultura, safra 2021/2022, iniciou-se timidamente na região de Maringá.

O fator principal para esse atraso, é o mesmo que tanto preocupou os produtores na segunda safra de milho passada. A falta de chuva. O índice de chuvas no mês de setembro não tem favorecido o plantio. Em algumas localidades onde ocorreram precipitações em torno de 25 a 30 mm na primeira quinzena do mês, agricultores arriscaram o plantio. Os exemplos estão nos municípios de Doutor Camargo, Ivatuba, Itambé, floresta e Marialva. O grande problema é que essa terra seca, não deixa as sementes plantadas germinarem. Está faltando umidade no solo.

O produtor Idelfonso Ausec, de Doutor Carmargo, é um dos que iniciaram o plantio com as chuvas registradas, logo após o fim do vazio sanitário. Ele também já está preocupado com o clima. "O clima está muito seco, a chuva está atrasando novamente, como ocorreu nas safras passadas de soja e de milho e este ano não está diferente. Setembro acabando, outubro chegando e apenas alguns pingados plantados, provavelmente vão se perder se não chover logo. A situação tá se complicando novamente, muito calor, falta de umidade no solo", disse o produtor, que tem 120 hectares de área para plantio  já toda preparada no município de Doutor Camargo, pronta para receber a semente, mas sem condições de plantar, devido o clima quente e seco.

O engenheiro agrônomo da cerealista Campos Verdes de Maringá, Moacir Ferro, recomenda que os produtores aguardem a estabilização da chuva, embora as previsões não sejam as melhores em curto prazo. "Provavelmente ocorra novo atraso nos plantios. É cedo ainda para afirmar se isso vai afetar o plantio de milho safrinha lá na frente. A esperança é que no início de outubro, as chuvas comecem a se normalizar e que ainda venhamos  plantar num momento bom e por isso temos de estar sempre otimistas", disse ele. 

A orientação é que diante dos altos custos da produção, como o preço das sementes, do adubo, dos fertilizantes, por exemplo, o produtor plante na certeza, para evitar novo prejuízos. "É importante também trabalhar com a cautela de sempre, cuidando da regulagem do equipamento, do estande de plantas, já que a maioria das cultivares requer uma quantidade de planta na faixa de 10, 12, no máximo 14 sementes por metro linear, na média de 12, em algumas situações até menos, para não ter perda de produtividade. É preciso o equilíbrio. Na dúvida consulte o profissional, o técnico, já que cada variedade tem sua cartacterística", completou Moacir. 

Estimativas

Segundo a  SEAB/DERAL, a estimativa é de uma área plantio de soja de 299.800 hectares na região de Maringá na safra 2021/2022. Apenas 1% foi realizado o plantio até o momento.

A expectativa é de uma produtividade de 3.500 a 3.800 kg/ha, para uma produção estimada de 1.094.270 toneladas na região de Maringá.

No Estado, a área de plantio de soja estimada é de 5.620.000 ha nessa safra, para uma produtividade média estimada de 3.540 a 3.917 kg/ha. Produção total estimada de 20.954.681 toneladas para o estado do Paraná.

Plantio estimado até o momento no Estado, segundo SEAB/Deral é de 3% da área total, por causa da falta de umidade no solo.

As chuvas são determinantes para o plantio da soja. A falta de umidade no solo é o principal fator para o índice baixo de plantio de soja na região e no Estado.  Regiões como o Oeste do Paraná tem por hábito o cultivo na segunda quinzena de setembro, bem como boa parte dos municípios da região de Maringá, localizados na bacia do Rio Ivaí (Itambé, Marialva, Floresta, Ivatuba, Dr. Camargo).

O IDR-PR (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná), tem orientado os produtores sobre a importância do manejo adequado do solo e água para que haja um aproveitamento melhor do recurso água. "Práticas de rotação de culturas e consorciação de culturas com plantas de cobertura, melhoram os atributos físicos, químicos e biológicos do solo, favorecem o aumento de infiltração da água, mantendo o solo úmido por mais tempo. Com isso, favorece a germinação, aprofunda as raízes das culturas, reduz a temperatura e a evaporação do solo e mantém a água disponível para as plantas em períodos de estiagem fraca e moderada. Assim, um bom plantio direto tem mais chances das sementes germinarem e as plantas se estabelecerem.” disse o coordenador regional de lavouras do IDR-PR, Pedro Cecere Filho.

Produtores preparam o solo com a dessecação antes do plantio de soja (Foto: José Marcos de Oliveira/São Jorge do Ivai)
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