Economia

Mais de 80% dos pequenos negócios paranaenses utilizam Pix como meio de pagamento

Desde o lançamento, em outubro de 2020, transações já movimentaram mais de R$ 623 bilhões em todo o País

Assessoria Sebrae - Redação - HojeMais Maringá
15/01/22 às 13h40

“Aceita Pix?”. Essa, talvez, tenha sido uma das perguntas mais frequentes entre as transações comerciais desde que o sistema de pagamento eletrônico instantâneo foi lançado no Brasil, em outubro de 2020. A modalidade já conta com 115,2 milhões de adeptos no Brasil e, segundo pesquisa realizada pelo Sebrae e a FGV (Fundação Getúlio Vargas), 82% dos pequenos negócios do Paraná fazem uso desse meio para receber pagamentos dos clientes na hora da venda.

O levantamento foi realizado entre novembro e dezembro de 2021, contou com a resposta de 6.833 pessoas de todos os estados brasileiros e indicou crescimento de 77% em relação à pesquisa feita entre agosto e setembro do mesmo ano.

No Paraná, a realidade não é diferente. Segundo o levantamento, entre os empresários que responderam, mais de 380 passaram a adotar o Pix como forma de pagamento e recebimento. É o caso da microempreendedora individual Keila Silveira da Silva Bett, proprietária do ateliê Mariah Laís, de Pato Branco. Em 2021, o recebimento via Pix representou 58% de todos os pagamentos realizados pelos clientes. A empresa, que produz e vende lembranças artesanais personalizadas para pessoas de todo o Brasil ainda teve 12% dos recebimentos via market place e 30% em dinheiro, cartões de crédito e débitos, entre outros.

“Como os produtos são específicos e personalizados, o cliente paga 40% de forma antecipada, para confirmar o pedido, com Pix. E muitos deles pagam o restante também por Pix, pela comodidade”, conta Keila.

Além de o dinheiro entrar na hora, o sistema também proporcionou outras vantagens para o ateliê.

“Antes, para facilitar a vida dos clientes, eram cinco contas em instituições financeiras. Agora, consegui centralizar em uma. Os recebimentos por Pix proporcionaram aumento do fluxo de caixa e, consequentemente, posso negociar pagamento à vista com fornecedores para ter mais descontos e margem de lucro maior”, completa a empreendedora.

Em Colombo, a designer de sobrancelhas Fernanda Ceccon dos Santos Bontorin também adotou o Pix e, de acordo com ela, desde dezembro de 2020, isso tem facilitado as transações. Só em 2021, a média mensal de recebimentos pelo sistema foi de cerca de R$6 mil.

“Melhorou muito na rapidez do recebimento e na economia de taxas com instituições financeiras. Ainda não enfrentei nenhuma dificuldade com o Pix e é uma excelente opção para o meu negócio.  Para mim, é a melhor forma de pagamento e recebimento que tem disponível no mercado”, detalha Fernanda.

Em todo o País, segundo o levantamento, nove em cada 10 empresas vendem utilizando o Pix - sendo que a maioria é composta por Microempreendedores Individuais. Dentre os setores que mais utilizam, estão: academias e atividades físicas e serviços de alimentação (94%); oficinas e peças automotivas e beleza (93%) e comércio varejista (91%). Desde que foi criado, há pouco mais de um ano, o Pix já foi responsável por mais de 1,2 bilhão de transações que movimentaram R$ 623 bilhões.

Para o presidente do Sebrae, Carlos Melles, alguns dos motivos para este crescimento expressivo estão na própria essência do Pix.

“É um sistema ágil que não onera o consumidor, mais barato que uma taxa de cartão e que pode ser usado 24 horas por dia e com 115,2 milhões de adeptos, de acordo com dados do Banco Central, de novembro desse ano”, ressalta Melles.

 RECOMENDADO PARA VOCÊ
 EM DESTAQUE AGORA
VEJA TODOS OS DESTAQUES
 ÚLTIMAS EM ECONOMIA
Franquia:
Maringá PR
Franqueado:
SPOT COMUNICACAO DIGITAL LTDA
37.794.547/0001-16
Editor responsável:
Victor Faria / Amaro de Oliveira / Anderson Lopes
contato@mga.hojemais.com.br
Todos os direitos reservados © 1999 - 2022 - Grupo Agitta de Comunicação.