Economia

Mandaguaçu e Doutor Camargo recebem o Giro Técnico nesta semana

Objetivo do evento é promover uma discussão entre extensionistas, pesquisadores e produtores sobre os resultados das boas práticas agrícolas e como essas tecnologias podem ser adotadas na propriedade

Amaro de Oliveira - HojeMais Maringá
05/12/21 às 12h46

O Giro Técnico da Soja-Safra 2021/2022, organizado pelo IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná-Iapar-Emater) e Embrapa Soja, que começou no dia 29 de novembro, estará em dois municípios da região de Maringá nesta semana. Mandaguaçu e Doutor Carmargo.

O evento será realizado em 16 municípios do Paraná com o objetivo de promover uma discussão entre extensionistas, pesquisadores e produtores sobre os resultados das boas práticas agrícolas e como essas tecnologias podem ser adotadas na propriedade. 

Até a primeira semana de dezembro serão 18 encontros em propriedades que são Unidades de Referência na aplicação do MIP (Manejo Integrado de Pragas), do MID (Manejo Integrado de Doenças), da FBN (Fixação Biológica de Nitrogênio) e do Manejo de Solos e Águas. A expectativa é que cerca de 1.000 pessoas participem desta oitava edição do Giro Técnico da Soja.

Edivan José Possamai, coordenador estadual do projeto Grãos Sustentáveis do IDR-Paraná, lembra que as tecnologias disseminadas e discutidas durante o Giro Técnico ganharam relevância para os produtores nos últimos anos.

Segundo ele, atualmente existe uma restrição à compra de insumos ocasionada pela alta de preços por questões mundiais. "O MIP e o MID permitem reduzir o uso de insumos, sem comprometer a produtividade das lavouras. Essas práticas racionalizam o uso de insumos na propriedade", destacou.  

A aplicação do MIP já demonstrou, em safras anteriores, que é possível reduzir pela metade o uso de inseticidas. O MID, por sua vez, diminui em até 35% o uso de fungicidas, segundo os extensionistas.

Há casos de lavouras monitoradas que completaram o ciclo sem qualquer aplicação de inseticidas ou fungicidas em determinados anos. Tanto o MIP quanto o MID significam economia para o produtor e menor contaminação do meio ambiente por agrotóxicos, já que nas áreas não monitoradas são feitas quatro aplicações de inseticidas e outras quatro de fungicidas.  

Em Santa Izabel do Oeste o produtor Itacir Polidoro decidiu apostar na aplicação de boas práticas agrícolas, pela primeira vez, para melhorar a lucratividade do plantio de soja.

Com a orientação dos extensionistas ele aplicou o MIP e o MID nos 14 hectares de lavoura e espera colher os frutos desse trabalho em meados de fevereiro. Até lá, o produtor já tem como garantia a redução do uso de inseticidas e de fungicidas.

De acordo com o extensionista Ederson Longaretti, do IDR-Paraná, que acompanha Polidoro, a fixação biológica de Nitrogênio deve aumentar a produtividade da lavoura em 7,5%. “No total, a rentabilidade desse trabalho deve ficar em 8,3 sacas por hectare ou 116 sacas a mais de soja para o produtor”, informou. 

Exemplos como esse serão mostrados durante o Giro Técnico da Soja em diversas regiões do Estado. Interessados em participar da atividade devem procurar informações no escritório do IDR-Paraná do seu município.

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