Economia

Segue impasse sobre greve dos caminhoneiros dia 01 de fevereiro

Representantes dos caminhoneiros e empresários do transporte não chegam a acordo sobre paralisação

Redação HojeMais Maringá
21/01/21 às 14h27
Greve dos caminhoneiro 2018/Foto: Nelson Antoine / Shutterstock.com

O Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) reiterou a intenção de greve dos caminhoneiros no dia 1º de fevereiro “por prazo indeterminado” em caso de “esgotamento das vias administrativas de solução” para os problemas apontados pela categoria, diz  José Roberto Stringasci, presidente da Associação Nacional de Transporte no Brasil, uma das organizações que integra o CNTRC.

Para evitar a greve, a categoria quer que o Supremo Tribunal Federal (STF) marque uma data para julgar a aplicação da tabela de preço mínimo do frete rodoviário e que a Petrobras abandone a política de equiparação dos preços dos combustíveis no Brasil aos do mercado internacional. Stringasci também solicitou uma reunião com o presidente Jair Bolsonaro, para cobrar promessas, que, segundo ele, não foram cumpridas na última paralisação em 2018.

No entanto, a adesão à greve não é consenso entre os autônomos. A Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) se posicionou contra. A entidade, que tem representação legal da categoria, entende que, “apesar das dificuldades dos caminhoneiros, este não é o momento ideal para uma paralisação”, considerando a pandemia de coronavírus.

Aqui no Paraná, a Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (FETRANSPAR) classifica como imprópria e inadequada possíveis paralisações de categorias de transporte no próximo mês de fevereiro.  E divulgou uma nota oficial sobre a questão:

"A Federação vem acompanhando as informações publicadas em redes sociais e, mais recentemente, na mídia de um grupo de caminhoneiros autônomos que tem a intenção de realizar paralisações em estradas no próximo dia 1º de fevereiro. Embora esses pequenos grupos não tenham relação alguma com profissionais ligados ao setor empresarial de cargas, a Federação frisa que atos com este teor, neste momento de crise pandêmica, é totalmente inoportuno.

Segundo a entidade, a chegada de vacinas, e do início da imunização em massa pelo país, vai contribuir para que a retomada econômica ocorra de maneira mais ágil e que outras pautas como reformas estruturais e discussões com diferentes categorias, entre elas a do transporte de cargas, tendem a ser destravadas. A FETRANSPAR não questiona a legitimidade de pautas hoje reivindicadas por esses profissionais, contudo destaca que o momento deve ser de diálogo, de maior paciência e de espírito coletivo. O setor de transporte inclusive será primordial neste momento de distribuição das vacinas pelo país.  Por isso, classifica como imprópria qualquer paralização em qualquer área neste momento delicado em que passa a economia brasileira e mundial.

Em recente reportagem publicada pela Revista Veja sobre o assunto, o Ministério da Infraestrutura não fez comentários específicos sobre a nova ameaça grevista, porém frisou que “que mantém uma agenda permanente de diálogo com as principais entidades representativas da categoria por meio do Fórum do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), além de reuniões constantes com suas lideranças”. Ainda segundo a reportagem: “O ministério diz que o fórum é o principal canal interativo entre o governo e o setor e que qualquer associação representativa que deseja contribuir para a formulação da política pública pode requerer a sua participação para discutir eventuais temas de interesse da categoria”.

O caminho neste momento é o diálogo entre todos."

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