Economia

Setor de avicultura tem prejuízo estimado em R$ 10 milhões, após temporais

Alguns produtores ficaram mais de 3 dias sem energia e na dependência de atendimento da Copel; frangos morreram, gasto com diesel em geradores, além da angústia da espera: esses são os prejuízos apontados; VEJA FOTOS:

Victor Faria - HojeMais Maringá
18/10/21 às 09h53

Além de todos os estragos no perímetro urbano de diversas cidades da região de Maringá, os temporais registrados neste mês de outubro deram grande prejuízo ao setor de avicultura. Produtores estimam que, entre o gasto com geradores e aves mortas, o setor terá que arcar com cerca de R$ 10 milhões.

A maior reclamação dos produtores do setor, diz respeito a morosidade no atendimento das equipes terceirizadas da Copel. Algumas propriedade ficaram dias sem receber o auxílio para retomar a energia e tiveram que utilizar geradores, com o receio de que isso não fosse o suficiente para a demanda de energia. Apenas um produtor gastou cerca de 500 litros em diesel.

"O maior problema é que nossas redes rurais não estão ligadas nas redes de apoio do Paraná trifásico. Só interligam as cidades. Temos que reclamar isso. Eu já participei de várias reuniões da Faep com o primeiro escalão da Copel, ou seja diretores. Sempre ficou acertado, ajustados que o setor da Avicultura sempre tem prioridade. Por isso nós Avicultores temos um cadastro junto a Copel das Granja de aves. As nossas lideranças tem que acordar esses fatos a Copel novamente”, disse Luiz Flamengo, um dos produtores rurais do setor.

O impacto, na morte de aves, não para por aí. Alguns produtores estão preocupados em ter que assumir a indenização das aves mortas, pois há integrados que cobram dos integrados essa indenização, ao passo que outras não. Há, ainda, aqueles que tinham seguro e buscam formas de atenuar os prejuízos.

A reportagem do HojeMais Maringá aguarda nota com a resposta da Copel.

Terror psicológico

Há relatos de que, enquanto a energia não se reestabeleceu, diversos produtores passaram a noite em claro, verificando se os geradores estavam funcionando e acompanhando a situação das aves da propriedade.

"Estresse psicológico e mental dos avicultores e granjeiros parceiros. Medo de o gerador de energia não suportar a carga demandada de trabalho, funcionando mais de 24h sem parar e poder ocorrer um aquecimento. Ficar 24h acordado, atento, tenso, para que seja evitado o pior", destacou Flamengo.

Questionado sobre as medidas que serão tomadas pelos avicultores daqui para a frente, a resposta foi direcionar a pergunta às equipes da copel: "Essa é uma excelente pergunta a ser respondia pela Copel, pois nós, avicultores e consumidores de energia, precisamos justamente dessa resposta, pois precisamos ter mais segurança no fornecimento de energia, quando ocorre esses casos", destacou.

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