Geral

“Algo Novo na Advocacia Paranaense”, movimento de oposição a atual gestão da OAB, se posiciona sobre a questão da Delegacia da Mulher e do NUCRIA

"Toda essa situação é de responsabilidade do Estado e da Secretaria de Segurança Pública; resultado de uma tentativa de improviso na solução de um problema que é estrutural e exige planejamento"

Redação HojeMais Maringá - Kris Schornobay
14/06/21 às 15h52

O grupo de advogados, que concorreu nas últimas eleições da subseção OAB em Maringá, “Algo Novo na Advocacia Paranaense”, se manifestou, nesta segunda-feira (14), em apoio à nomeação de uma mulher para a Delegacia da Mulher e que não se trata de exigir um nome para o cargo, mas apenas que seja uma mulher.  Manifesto que difere do da atual gestão da OAB, que divulgou nota, semana passada, apoiando a permanência do delegado Rodolfo Vieira Nanes, nomeado para DM, no lugar de Luana Souza, que foi transferida para Apucarana.

A presidência da OAB Maringá e da advogada e professora da UEM, Ana Cláudia Pirajá Bandeira. O caso sobre a troca na DM já rendeu protestos desde a notícia de que Nanes estaria nomeado pelo governo como o chefe da unidade.

Com apoio do prefeito Ulisses Maia (PSD), entidades de defesa da mulher conseguiram reverter a nomeação ao obter da Secretaria Estadual de Segurança Pública a garantia de que a delegada Karen Friedrich Nascimento assumiria a direção da DM. No entanto, Karen já havia manifestado seu interesse me permanecer no Nucria (Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes).  O Conselho Tutelar Zonas Norte e Sul também se manifestaram contra a saída de Karen do Núcleo. 

Jacheline Batista Pereira, integrante do movimento, explica que tanto a Delegacia da Mulher quanto o Nucria são responsáveis por temas sensíveis, quase sempre envolvendo violência contra a mulher e a criança e exigem mais sensibilidade para não intimidar as vítimas, muitas vezes agredidas por homens.

"Toda essa situação é de responsabilidade do Estado e da Secretaria de Segurança Pública, resultado de uma tentativa de improviso na solução de um problema que é estrutural - faltam delegadas mulheres -,  e exige planejamento para ser resolvido, visão de longo prazo. Tudo que o Estado não demonstrou nesse episódio. É preciso programar concursos, nomear os aprovados e direcionar os cargos de acordo com demanda de cada delegacia. O Estado errou, o Estado é resposnável por isso e é o Estado quem tem de resolver essa demanda." Conclui. 

 RECOMENDADO PARA VOCÊ
 EM DESTAQUE AGORA
VEJA TODOS OS DESTAQUES
 ÚLTIMAS EM GERAL
Franquia:
Maringá PR
Franqueado:
SPOT COMUNICACAO DIGITAL LTDA
37.794.547/0001-16
Editor responsável:
Victor Faria / Kris Schornobay / Amaro de Oliveira
contato@mga.hojemais.com.br
Todos os direitos reservados © 1999 - 2021 - Grupo Agitta de Comunicação.