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Maringá passa a produzir plantas alimentícias em viveiro da Colônia Penal

Cultivo das plantas terá um ciclo de três meses, com capacidade de produção de 1,5 mil quilos por ciclo

Redação - HojeMais
19/01/22 às 10h06

O cultivo das plantas comestíveis ganha um importante apoio em Maringá. O viveiro de mudas da Colônia Penal, está sendo ampliado, por meio de recursos do Conselho das Comunidades de Execução Penal, numa parceria entre a Prefeitura de Maringá e a Colônia Penal, da Secretaria da Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná. O cultivo das plantas terá um ciclo de três meses, com capacidade de produção de 1,5 mil quilos por ciclo.

Peixinho, ora pro nobis, açafrão, serralha, almeirão roxo, capuchinha e bertalha. Essas são algumas das espécies das chamadas Panc's (Plantas Alimentícias Não Convencionais), que serão cultivadas na estufa mantida na Colônia Penal por meio do projeto Plantando o Futuro.

“O projeto permitirá o cultivo de plantas alimentícias não convencionais que serão entregues para reforçar a alimentação dos idosos residentes em unidades de acolhimento, como a Casa Lar Benedito Franchini”, informa o secretário de Limpeza Urbana, Paulo Gustavo Ribas. 

Projeto futuro

A Prefeitura de Maringá estuda implantar no local um sistema de reciclagem de vidro, para estimular a sustentabilidade e assegurar o direito à inserção no mundo do trabalho como forma de garantir o disposto na Lei de Execução Penal, por meio do trabalho de apenados.

Se alimentar com plantas

As Panc's (Plantas Alimentícias Não Convencionais) são espécies vegetais que podem ter o seu desenvolvimento espontâneo como as ervas daninhas ou podem ser cultivadas em jardins e hortas. “Mas ainda são pouco utilizadas para consumo por falta de conhecimento”, diz Ana Maria Lemes, diretora de Arborização de Maringá. 

Ainda segundo ela, nos últimos anos, as Panc´s  vêm se popularizando em meio às feiras e cultivo de orgânicos. “As pessoas não sabem, mas muitas plantas que elas possuem nos jardins são comestíveis. Muitas dessas espécies encontrávamos facilmente nas hortas das nossas avós, consideradas até como mato.”

Entre os exemplos, Ana cita como plantas comestíveis a flor do ipê, azedinha, capuchinha, ora pro nobis, peixinho, serralha, bertalha, almeirão roxo, taioba, begonia, dente de leão, flor de abóbora, cactos, inhame, costela de adão. São espécies que apresentam teores de minerais, fibras, antioxidantes e proteínas significativamente maiores quando comparadas às plantas domesticadas.

No entanto, fica o aviso: é importante conhecer cada Panc para saber quais as partes da planta são comestíveis e como podem ser ingeridas, pois seu consumo depende das propriedades de cada espécie. 

“Algumas formas de consumo são in natura, em saladas, geléias, compotas, refogadas, em tortas, omeletes, em molhos e para decorar os pratos”, finaliza a diretora de Arborização.
 

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