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Morre o jornalista Murilo Gatti em Maringá

Ele deixa esposa e duas filhas; ele era diretor de jornalismo da Rede Massa Maringá e editor responsável pelo Maringá Post

Victor Faria - HojeMais Maringá
01/03/21 às 16h46

O jornalista Murilo Gatti faleceu nesta segunda-feira (1º). Ele estava internado há alguns dias em um hospital da cidade, depois de passar por um procedimento para remoção de um tumor na cabeça. Durante o tratamento no hospital, mesmo isolado, ele contraiu a Covid-19, o que agravou o quadro do jornalista

A morte foi confirmada por famíliares nesta segunda. Nesta terça-feira (2), ele completaria 42 anos de vida. Murilo deixa esposa e duas filhas. Gatti era o editor responsável pelo Maringá Post - um dos principais portais de notícias de Maringá e Região - e diretor de jornalismo da Rede Massa, onde trabalhava há mais de 10 anos.

Por muito tempo, até 2016, foi um dos principais repórteres na cobertura política local em O Diário do Norte do Paraná. O velório será restrito a família e não há definido, ainda, local e horário para o sepultamento. O HojeMais Maringá deixa as mais sinceras condolências aos familiares e amigos deste grande profissional e ser-humano.

"Murilo sempre foi um profissional ético e querido por todos, contribuindo de forma excepcional para o fotalecimento do jornalismo de qualidade", disse o prefeito Ulisses Maia, em nota oficial do Município.

UM RELATO PESSOAL

Eu conheci Murilo Gatti quando ainda fazia estágio em O Diário do Norte do Paraná. Eu me sentava perto dele. Embora não o conhecesse na época, sempre me chamava a atenção quando chegavam as pautas - e não raro - no espaço das manchetes estava escrito "com o Murilo Gatti". O editor-chefe, na época o Walter Tele, sempre me dizia para prestar atenção no que o Murilo fazia. Segundo ele, eu não aprenderia na faculdade. Tele estava absolutamente correto.

Certa vez, ainda nos primeiros passos como jornalista, pediram para que eu fizesse um material sobre uma Nota Técnica da Ancine. Eu não tinha ideia por onde começar. O Murilo ouviu, me chamou e pacientemente me mostrou como fazer para achar esse tipo de informação. Ele era muito mais do que um grande jornalista. Era um ser-humano incrível.

Alguns anos depois, trabalhei com ele uns dois ou três meses no Maringá Post. Um projeto promissor, em que ele assinava como editor-chefe. "Jornalismo independente, sempre". O slogan já chamava a atenção dos jovens jornalistas que queriam ser como ele. Por mais que tenha sido curto o tempo que fiquei por lá, cada pauta que chegava a mim era, não uma aula, mas uma faculdade inteira. 

Murilo Gatti se destacou entre os grandes jornalistas investigativos, não só de Maringá, mas de todo o Paraná. Aqueles estudantes - que como eu - queriam entrar no jornalismo político, investigativo, com certeza buscaram nele a referência do "ser jornalista". É fato. Queríamos aprender um pouco mais com ele, mas, infelizmente, isso não será mais possível. O jornalismo está em luto e o céu está em festa.

Descanse em paz, Murilo.

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