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Brasil x Argentina: Ridículo

Confusão em um dos maiores clássicos do futebol mundial expõe nossa incompetência e fragilidade

Neto del Hoyo - Dois Toques/ HojeMais Maringá
06/09/21 às 14h32

No último domingo, Brasil e Argentina protagonizaram uma das cenas mais ridículas do futebol mundial.

Descrever tudo que aconteceu seria um desperdício de caracteres e uma imensa crueldade comigo e com você, como bons brasileiros, cansados de passar vergonha.

O que vimos foi mais uma amostra do que começa errado, termina errado. Simples assim. E lá vamos nós, procurar um culpado para o desfecho lamentável de uma história que não tem inocentes.

Três eventos principais não podem ser admitidos: a falsificação no documento de entrada no país por parte dos argentinos; o tal acordo costurado entre CBF, AFA (Federação Argentina), Conmebol e, supostamente, alguém do Governo, que garantiria a exceção à regra; e, por fim, a demora da Anvisa/Polícia Federal/seja lá quem for em tomar as devidas providências. Somados, os três fatores nos expuseram ao ridículo.

No caso da falsificação, não há nem questionamento. Deve-se punir conforme a Lei determina.

Por falar em Lei, que acordo é esse que permitia o livre trânsito dos argentinos vindos do Reino Unido sem fazer a quarentena obrigatória? Quem assinou? E quem disse que ele estaria acima das leis brasileiras?

Descobrir isso esclareceria muita coisa, mas não serviria de justificativa para a demora na ação. Por mais que os argentinos estivessem trancafiados no hotel, não dá para aceitar como tudo terminou.

A informação é que a Polícia Federal foi até o hotel, mas dependia de um parecer da Anvisa para agir. O que só ocorreu depois que a bola rolou. Tiveram um dia inteiro para abordar os argentinos e fazer cumprir as regras, mas só fizeram depois que o jogo começou? E não foi qualquer jogo, foi “só” um Brasil x Argentina transmitido em rede nacional! No mínimo, estranho.

Ultimamente, nada me espanta. Só que, mesmo sabendo que já estava na hora de alguém mostrar ao mundo que o Brasil não é terra de ninguém, acordei um pouco mais envergonhado.

"Os clubes só podem demitir um técnico em todo o Brasileirão. Se um segundo treinador for dispensado, o clube precisa efetivar alguém já registrado pelo time

SANTOS DESISTE DE FERNANDO DINIZ

Sem vencer há seis jogos, desde o dia 12 de agosto, o Santos demitiu o técnico Fernando Diniz após a derrota por 2 a 1 para o Cuiabá no último sábado. Enquanto escrevo, não há nada certo, mas os nomes de Fabio Carille e Rogério Ceni pintam como fortes concorrentes à vaga.

Demitido de mais um grande clube paulista (antes do São Paulo), Diniz precisa se reinventar. O técnico que despontou muito bem com o ousado Grêmio Audax, finalista do Paulistão de 2016, não correspondeu nos grandes.

A julgar pelas notícias, parece que o trato de Diniz com os jogadores não é dos melhores. Se quiser espaço, precisa apagar essa imagem. Afinal, boas ideias e visão de jogo não bastam. Para ter sucesso à frente de um grupo é preciso saber lidar com pessoas. Principalmente se o seu sucesso depende delas. 











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