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Brasileirão: Grêmio à espera de uns milagres

Tricolor gaúcho chega precisando vencer o campeão Atlético-MG e torcer por derrotas de Bahia e Juventude para permanecer na Série A

Neto del Hoyo - Dois Toques/ HojeMais Maringá
07/12/21 às 10h44

Um time que está desde a segunda rodada na zona do rebaixamento e chega à última com uma mínima possibilidade de sair dela é uma das coisas mais injustas do futebol. Isso se você não for gremista ou não gostar de futebol. 

É evidente que o tricolor gaúcho não fez um campeonato digno de Série A. Só não esteve na Z-4 na primeira rodada e completou, na última segunda-feira (6), seis meses entre os quatro piores times do Brasileirão. E, convenhamos, só não caiu ainda por incompetência dos rivais diretos. Cuiabá (46 pontos), Bahia e Juventude (ambos com 43) chegam à última rodada com chances de rebaixamento. 

A situação aparentemente menos dramática é do Cuiabá, que só precisa de um empate contra o Santos, fora de casa, para assegurar a permanência. Também longe de seus domínios o Bahia pega o Fortaleza. Já o Juventude recebe o Corinthians. O Grêmio, bom... além de vencer o campeão Atlético-MG em casa, precisa torcer pela derrota de Juventude e Bahia. Improvável, mas perfeitamente possível. E exemplos não faltam.

Batalha dos Aflitos? Pode ser, claro. Mas há exemplos mais recentes. No último final de semana, a Universidad de Chile, um dos clubes mais tradicionais da América do Sul, conseguiu o improvável. No último jogo do campeonato nacional, perdia do Unión La Calera por 2 a 0 até os 39 minutos do segundo tempo, resultado que jogava La U diretamente à segunda divisão, sem direito a playoffs (por lá, os dois últimos caem e o antepenúltimo joga uma repescagem com um adversário vindo da Segundona). O ‘milagre’ aconteceu nos acréscimos. O primeiro gol veio aos 39, o de empate aos 47 e o que garantiu a vitória e a permanência saiu aos 49. 

Algo parecido pode acontecer na quinta-feira (9), quando será disputada toda a última rodada do Brasileirão. É possível? Sim, perfeitamente possível. Mas há uma diferença considerável entre o time chileno e o Grêmio. Enquanto o primeiro só dependia do milagre de um jogo, ao tricolor gaúcho só uma sequência de resultados milagrosa serve. Possível? Sim. Provável? Não.

Mas não cobre do gremista ter os pés no chão uma hora dessas. Não há tempo para abrir os olhos quando só a fé te mantém vivo. 

"Rogério Ceni conseguiu segurar o São Paulo na Série A, mas mostrou desgaste e não parece animado para continuar

O incrível Hulk e o Galo vingador

Com 19 gols anotados, Hulk deve ser coroado goleador do Brasileirão – só não será em caso de atuação épica de Gilberto, do Bahia, hoje o vice-artilheiro com 15.

Mais do que isso, o atacante campeão com o Atlético-MG termina sua campanha pessoal sendo líder em gols feitos em casa (13), em participação em gols decisivos (17 quando o Galo empatava ou perdia por um gol) e em finalizações (107). É também o terceiro em passes para finalização (57) e o quarto que mais sofreu faltas (82).

‘Sir’ Alex Ferguson, por 26 anos no comando do Manchester United, teria dito que “o trabalho de uma equipe deve sempre envolver um grande jogador, mas o grande jogador deve sempre trabalhar”. Mesmo o futebol não sendo ciência exata, são os números que provam quem está com a razão na maioria dos casos.

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