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Muito jogo e pouco futebol

Athletico é ‘premiado’ com calendário insano do futebol brasileiro e se complica com mais uma derrota

Neto del Hoyo - Dois Toques/HojeMais Maringá 
23/08/21 às 08h15

Após a derrota por 1 a 0 para o Corinthians, a quarta seguida pelo Brasileirão, o técnico António Oliveira citou o desgaste do Athletico como fator determinante para o tropeço em casa.  

Assim como seu conterrâneo Abel Ferreira já havia feito de forma mais dura depois do Palmeiras disputar o Mundial de Clubes, o português criticou o calendário de jogos do Brasil.

Convenhamos, não há como discordar. Ficou claro e evidente o abismo entre o descansado Corinthians, que só tem o Brasileirão para se preocupar, e o Furacão, que na quinta-feira, três dias antes, precisou de uma virada épica por 4 a 2 contra a LDU para se classificar à semifinal da Sul-Americana.

Há quem aponte o dedo dizendo que essa não passa de uma desculpa de derrotado. Mas, como fechar os olhos para a realidade?  
Precisamos admitir algumas coisas. Primeiro que o Corinthians foi superior no jogo de domingo. Segundo que o calendário de jogos do Furacão é completamente descabido. Terceiro e muito importante para a discussão: qual a novidade?

Não é de hoje que o calendário do futebol brasileiro tira o sono dos treinadores, mas a CBF não está preocupada e nem quer mexer nos estaduais para não arriscar perder o apoio dos presidentes de federações em votações importantes. E os clubes, devendo para federações e para a própria CBF, se calam aceitando passivamente esse modelo falido de gestão.

Soma-se à insanidade de quem comanda nosso futebol uma pandemia com a grande maioria dos clubes fragilizada em termos financeiros e todos os desdobramentos que já são conhecidos e, pronto, temos a receita da falência.  
E nessa rotina de punir os vencedores com maratonas, o Athletico fará sete jogos nos próximos 20 dias: Santos (25/08), Palmeiras (28/08), FC Cascavel (01/09), Sport (05/09), FC Cascavel (09/09), América-MG (11/09) e Santos (14/09). Um jogo a cada três dias. Triste realidade.  

"Furacão não vence no Brasileirão desde 25 de julho, contra o Internacional. Nesse período, perdeu para Atlético-MG, São Paulo, Cuiabá e Corinthians"

NA INGLATERRA, A LINHA É MAIS GROSSA

A temporada da Premier League, que começou na sexta-feira 13, traz algumas novidades na arbitragem. Uma delas é a linha do VAR, que ficou mais grossa.  
Antes, as linhas que eram usadas para determinar a posição dos jogadores eram como no Brasil e no resto do mundo, tinham um pixel de largura e indicavam impedimentos milimétricos.  

Agora, com elas mais grossas, atacante e defensor têm chance maior de estar “na mesma linha”, o que beneficia o ataque, o gol.  

Em outras palavras, o jogador que teve seu gol anulado na última temporada por ter calçado uma chuteira de número maior, não precisa se preocupar em cortar a unha, pois nessa temporada estará em posição legal.  

Brincadeiras à parte, com essa mudança na Inglaterra, podemos dizer com tranquilidade que já existem duas regras distintas no futebol mundial.  

Não chega a ser uma opção tão difícil como escolher entre Iron Maiden a Metallica, mas no caso da linha do VAR eu também fico com a versão inglesa. 











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