AO VIVO
Opinião

O conto do ‘comum acordo’

A ideia original - ou melhor, a promessa inicial - era limitar a troca de técnicos no Campeonato Brasileiro; mas as brechas tornam ineficaz essa regra

Neto del Hoyo - Dois Toques/HojeMais Maringá
18/10/21 às 18h54

Lá no início da temporada, a tal regra que impede (ou deveria impedir) os clubes de demitirem mais de um técnico durante o Campeonato Brasileiro soou como música para o ouvido dos que ainda acreditam que há conserto para o reino da malandragem.

A regra é (ou deveria ser) clara: cada time só pode trocar de comandante uma vez durante o Brasileirão. Na teoria, tudo lindo. Na prática, as brechas da própria norma criada transformaram exceções em regra e mantiveram a já conhecida dança das cadeiras entre os treinadores.

Se alguém ainda tinha dúvidas quanto a isso, o vai e vem da última semana esclareceu tudo. Grêmio e São Paulo trocaram seus treinadores. No caso do time gaúcho, a queda de Luiz Felipe Scolari seria a última permitida de acordo com a tal regra. Seria, mas não foi. E não foi porque sua saída, assim como a do seu antecessor, Tiago Nunes, aconteceu “em comum acordo”. 

Viu como é simples? Ora, se não pode “demitir” o treinador, uma conversa rápida, uma multa alta e pronto. E nós, entusiasmados com a promessa de estabilidade que sempre defendemos para os comandantes, caímos no conto do “comum acordo”.

No caso do Tricolor do Morumbi, o “comum acordo” vai custar mais de R$ 4 milhões de multa a Hernán Crespo – exatamente 750 mil dólares, cerca de R$ 4,1 milhões. Já dá pra dizer que maquiar o “pé na bunda” não está saindo barato.  E em grave crise financeira, o São Paulo deve parcelar essa multa do mesmo jeito que fez nas rescisões com Hernanes e Daniel Alves. 

Muitos vão chamar esse drible na regra dos técnicos de “jeitinho brasileiro”, essa expressão que foi da criatividade à corrupção num piscar de olhos e que já virou patrimônio nacional, tombado, amplamente difundido e praticado de Norte a Sul. Mas infringir a regra é, na verdade, a mais pura trapaça.

Não é defender o trabalho de Felipão no Grêmio atolado na zona de rebaixamento, ou o de Crespo, que parece ter estacionado no título do Paulistão. Só não é justo transferir responsabilidades. Cada um tem sua parcela de culpa e a de quem tem o poder de contratar técnicos, assistentes e jogadores, convenhamos, é considerável. E, pelo visto, não é uma regra frágil que vai impedir um dirigente ruim de tomar decisões ruins. 

"Dos 20 técnicos que começaram o Brasileirão, somente cinco permanecem no cargo: Cuca (Atlético-MG), Barbieri (Bragantino), Vojvoda (Fortaleza), Abel (Palmeiras) e Sylvinho (Corinthians)"

O MELHOR BASQUETE DO MUNDO ESTÁ DE VOLTA

A temporada 2021-22 da NBA começa nesta terça-feira (19) com o mesmo espaço na mídia brasileira que terminou a última edição. 

Os jogos do melhor basquete do mundo serão transmitidos na TV fechada pela canais esportivos SporTV e ESPN. Além disso, a NBA estará na TV aberta mais uma vez, novamente na tela BAND duas vezes na semana - sempre às quintas-feiras e domingos. E, além dos canais de televisão, outras duas opções vão fazer a alegria do fã de basquete através da internet, pois algumas partidas serão exibidas pelo canal da TNT Sports no YouTube e do streaming Gaules na Twitch (plataforma de vídeos do Twitter).

O esporte agradece - e seus amantes também. 

VEJA MAIS

 RECOMENDADO PARA VOCÊ
 EM DESTAQUE AGORA
VEJA TODOS OS DESTAQUES
 ÚLTIMAS EM OPINIÃO
Franquia:
Maringá PR
Franqueado:
SPOT COMUNICACAO DIGITAL LTDA
37.794.547/0001-16
Editor responsável:
Victor Faria / Amaro de Oliveira / Anderson Lopes
contato@mga.hojemais.com.br
Todos os direitos reservados © 1999 - 2022 - Grupo Agitta de Comunicação.