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O Grêmio, o VAR e a velha mania de transferir responsabilidades

Com passagem para a Série B comprada, Imortal parece completamente abatido; pior que o time, só alguns torcedores

Neto del Hoyo - Dois Toques/ HojeMais Maringá
01/11/21 às 17h43

O rebaixamento do Grêmio parece, assim como o título do Atlético-MG, questão de tempo. A matemática pode estragar o sonho do Galo e salvar o Imortal do pesadelo, mas nem só de números vive o futebol. 

Mesmo com a derrota para o Flamengo na “final antecipada”, o time mineiro entra em campo toda rodada com pinta de campeão. A própria vitória do Rubro-Negro tem mais cara de uma carimbada na faixa do rival que reação de quem ainda pode tirar o caneco das mãos de Hulk e companhia.

Por outro lado, nada parece dar certo para o Grêmio. O time joga melhor com Mancini, isso é evidente, mas está muito longe de ser suficiente. Jogo após jogo, os ajustes feitos pelo técnico desmoronam feito um castelo de cartas no primeiro sinal de reação do rival – seja ele quem for. Foi assim na última rodada, quando o Palmeiras empatou com o pênalti infantil cometido por Thiago Santos em Marcos Rocha – que o árbitro de campo deixou na conta do VAR. Pênalti claro. Tão claro quanto o desequilíbrio do Tricolor Gaúcho a partir daí. Virou presa fácil para o Palmeiras.

O que se viu no final da partida, com briga entre as torcidas, invasão de campo e destruição do VAR, não merece muitos caracteres neste texto. Para isso, bastam alguns números: 213 (artigo do Código Brasileiro de Justiça Desportiva que trata sobre invasão de campo), R$ 100 mil (valor máximo da multa que deve ser aplicada) e, por fim, 1 a 10 (jogos sem mando de campo como punição que o time pode pegar). 

É extremamente compreensível a frustração, indignação e dor do torcedor gremista. Mas não existe a menor possibilidade de tolerar as cenas de vandalismo que, como sabemos, só vão prejudicar o clube. 

Além disso, o VAR não pode ser apontado como culpado pela possível queda do Grêmio. Isso seria muita ingenuidade, pra não dizer piada. A receita para o rebaixamento está sendo cumprida à risca desde a montagem do time, num projeto de futebol fracassado que era mascarado pela figura de Renato Gaúcho, que fazia as vezes de técnico e gestor. O Grêmio comprou antecipadas suas passagens para a Série B, já fez o check-in e aguarda sentado a hora do embarque. 

"Quatro técnicos comandaram o Grêmio nesta temporada: Renato Gaúcho, Tiago Nunes, Felipão e Mancini; clube repete receita do rebaixamento de 2004, quando estiveram lá Adilson Batista, José Luiz Plein, Cuca e Cláudio Duarte"

NÃO SE TRATA DE OPINIÃO

Se o mundo fosse um lugar justo, ninguém precisaria reunir coragem para assumir a homossexualidade. Simples assim. Mas em uma sociedade de Maurício Souza, precisamos de heróis como Joshua Cavallo. 

O jogador do Adelaide United, time da 1ª divisão australiana, passou anos tomando coragem e assumiu ser homossexual dias atrás. A notícia repercutiu no mundo todo, já que falamos de futebol, uma das modalidades onde a homossexualidade ainda é vista como transgressão.

Na contramão, ainda repercute o caso do jogador brasileiro de vôlei Maurício Souza, que no Dia das Crianças postou em seu Instagram uma mensagem criticando o novo Superman bissexual nos quadrinhos. Demitido por justa causa, o ex-central do Minas ainda ganha defensores e apoiadores.

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