Polícia

Redes sociais ajudam os jovens a se interessarem mais pela participação na política

A campanha para incentivar o voto dos jovens feita pela internet ajudou a descomplicar temas da política institucional e a criar um sentimento de identificação entre os adolescentes

Jornal da USP
12/05/22 às 16h00
Reprodução/Jornal da USP

A recente campanha do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para incentivar o voto dos jovens alcançou bons resultados e o Brasil ganhou 2 milhões de eleitores entre 16 e 18 anos este ano. A doutoranda do Departamento de Ciência Política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, Hannah Maruci Aflalo, debate esse cenário.

Hannah enxerga que essa campanha foi necessária para mudar o sentimento de desconexão que os jovens sentiam com a política institucional. “Eles não entendiam que aquilo poderia ser uma coisa na qual eles poderiam ter influência”, constata. 

Os prós e contras da comunicação pelas redes 

A campanha utilizou as redes sociais como um canal para atrair esse público e o uso de imagens de figuras públicas e famosas foi uma estratégia de comunicação. Para a pesquisadora, é extremamente válido adaptar a forma com que essas discussões são feitas: “Não é porque a gente tem [essas discussões] em formato diferente que elas não abordam com importância o tema de política. Uma pesquisa mostrou que não é que os jovens não se interessam por política, eles se interessam pelos temas e como são tratados no TikTok, no Instagram e de formas menos constitucionais”.

Sobre a possibilidade de se discutir os temas políticos de forma profunda nas redes sociais, Hannah admite que existe um limite, mas que a internet serve principalmente para chamar a atenção dos jovens em primeiro momento. “Não dá para se bastar nas redes sociais, mas pode-se começar ali para chegar nas pessoas que não estão [nas redes]”, afirma. 

Por fim, ela reflete sobre a comparação feita entre os jovens que participaram das manifestações de 2013 com os jovens de 2022, que se mobilizam, geralmente, pela internet: ”O jovem de 2013 é totalmente diferente do jovem de 2022, porque o de 2022 se tornou jovem ainda na pandemia e ir para as ruas não era uma opção. Então para ele, o on-line não é outra vida, o on-line é a vida. Ali ele está se formando e vendo as possibilidades de ação”. Ela opina que a conexão da internet com o físico será importante para as eleições deste ano.











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