Política

"A questão mais importante nessa renovação se vincula à eleição de mulheres", disse Profª Ana Lúcia

Vereadora assume o mandato com foco e compromisso com o movimento Mais Mulheres no Poder; se coloca de mandeira independente ao executivo, embora haja consonância com Maia.

Victor Faria - HojeMais Maringá
20/11/20 às 14h52

O HojeMais Maringá contatou todos os vereadores eleitos para responderem nove perguntas formuladas pela nossa equipe de jornalismo. As perguntas foram exatamente as mesmas para todos os eleitos e abordam visões políticas, análises do legislativo, fiscalização ao executivo e proposições de leis.

Confira a entrevista com a vereadora eleita Profª. Ana Lúcia Rodrigues (PDT):

HojeMais Maringá - Você se considera situação, oposição ou independente ao prefeito reeleito Ulisses Maia?

Eu tenho uma proximidade com a implementação de Políticas Urbanas e Sociais (dado à minha participação nos Conselhos de Habitação e da Cidade e a coordenação da Pesquisa com a População em Situação de Rua). Na 1ª gestão, eu tive uma proximidade com a gestão, dada à forma como o prefeito sempre esteve aberto ao diálogo. Agora espero que haja a mesma abertura para a discussão sobre dotação de orçamento para essas e outras ações. Observo a prática das pessoas e atuo a partir disso e, de fato, o prefeito tem atuado como um democrata, aberto ao diálogo, pronto para que ouvir; o que me aproximou da gestão.

Qual a principal bandeira que você vai defender na próxima legislatura?
Há um eixo norteador para as minhas ações no Legislativo (projetos e intervenções). Trata-se da redução das desigualdades. Para iniciar, eu encaminharei as duas Propostas do Movimento Mais Mulheres No Poder, com as quais tenho um compromisso:

i) garantia de mulheres em 50% dos cargos de livre indicação para o primeiro segundo escalão do Executivo Municipal;

ii) 4% do Orçamento Municipal para políticas de enfrentamento à violência contra mulher, de forma transversal em cada unidade da prefeitura em que for viável;

iii) Busca de Fontes de Recursos permanentes para alimentar o Fundo Municipal de Habitação de Interesse Social e necessárias adequações legislativas.

Qual será o primeiro projeto que vai ser apresentado por você na Câmara?

Vou avaliar qual será a melhor forma de encaminhamento da 1ª proposta do Movimento Mais Mulheres No Poder, com a qual tenho um compromisso: garantia de mulheres em 50% dos cargos de livre indicação para o primeiro segundo escalão do Executivo Municipal.

É a favor do aumento de vereadores no município? Por quê?

Tenho um histórico de atividade como pesquisadora no Observatório das Metrópoles que subsidiou em dois momentos a defesa de 23 vereadores no Parlamento maringaense. Mas, nesse momento, acredito que o tema não será prioridade frente ao contexto da profunda crise econômica nacional, que impactará Maringá também para os próximos anos.

Como avalia os quatro primeiros anos de governo de Ulisses Maia?

Como já dito anteriormente, quanto às políticas públicas houve encaminhamento e abertura para os processos participativos, com a implementação por exemplo, do Sistema de Desenvolvimento Urbano, que consta no Plano Diretor e não havia sido implantado na totalidade pelos governos municipais anteriores, desde 2006. Nessa minha área específica de atuação houve avanços, mas, entretanto, faltou agilidade na execução.

Qual o maior acerto e o maior erro do prefeito nos últimos quatro anos?

Não estou falando como vereadora, mas como alguém que acompanhou enquanto coordenadora de um Núcleo de Pesquisa da UEM.

Acerto: Reversão do tratamento inicial que foi dado à População em Situação de Rua, com processo de higienização no modelo João Dória (de um grande grupo instalado num imóvel abandonado) e repressão violenta por parte da Guarda Municipal e das forças de segurança;

Erro: Revogação da Lei do IPTU Progressivo no Tempo, que poderia ter sido (re)adequada para corrigir as distorções e mantida, pois a revogação levou à perda do histórico de mais 3 anos de cobrança e da possível efetividade do instrumento - que visa ocupar vazios urbanos.

Houve uma renovação de 46% da câmara. Como você avalia essa mudança que vem?

A questão mais importante nessa renovação se vincula à eleição de mulheres na Câmara. Considero esse um importante avanço. O outro aspecto, independente de renovação ou não, é a legitimidade que o voto outorga a cada eleito como representante dos anseios da comunidade e com soberania para atuação. Que essa soberania que representa a importância do Poder Legislativo predomine.

Prevê alguma política pública voltada para as mulheres? Quais?
Tenho compromisso com as duas Políticas do Movimento Mais Mulheres No Poder já citadas:

i) garantia de mulheres em 50% dos cargos de livre indicação para o primeiro segundo escalão do Executivo Municipal;

ii) 4% do Orçamento Municipal para políticas de enfrentamento à violência contra mulher, de forma transversal em cada unidade da prefeitura em que for viável.

Qual será, no seu ponto de vista, os maiores desafios do legislativo maringaense entre 2021-2024?
Aprovar a nova Lei do Plano Diretor em consonância com o princípio de garantia da função social da cidade e da propriedade;
- Promover a democratização das decisões legislativas;
- Ampliar os espaços participativos de discussão sobre o Orçamento Anual;
- Regular os mecanismos para a contenção da histórica especulação imobiliária em Maringá;
- Implantar políticas de Bem Estar Social e Urbano.

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