Política

"A recuperação econômica da cidade será uma grande preocupação", diz Mário Hossokawa

Mário Hossokawa disse que vai ter postura independente na Câmara dos Municipal de Maringá e que é a favor do aumento no número de vereadores na cidade

Victor Faria - HojeMais Maringá
20/11/20 às 13h56

O HojeMais Maringá contatou todos os vereadores eleitos para responderem nove perguntas formuladas pela nossa equipe de jornalismo. As perguntas foram exatamente as mesmas para todos os vereadores eleitos e abordam visões políticas, análises do legislativo, fiscalização ao executivo e proposições de leis.

Confira a entrevista com o vereador reeleito, e atual presidente da Câmara dos Vereadores de Maringá, Mário Hossosawa (PP):

HojeMais Maringá - Você se considera situação, oposição ou independente ao prefeito reeleito Ulisses Maia?

Eu sempre tive uma postura independente, principalmente com a atual administração do prefeito Ulisses Maia. Eu não votei nele nem na eleição passada, nem nesta eleição, porque o meu partido tinha uma candidatura própria, a Coronel Audilene. Eu votei na candidata do meu partido, porque eu sempre fui muito fiel à questão partidária. Com certeza eu continuarei independente, mas fazendo de tudo que eu puder para que ele faça uma boa gestão.

Qual a principal bandeira que você vai defender na próxima legislatura?

Eu sempre digo que o vereador tem que atuar em todas as áreas. Onde a comunidade nos cobra, onde vemos a necessidade de atuação, seja na saúde, segurança ou educação, nós temos que trabalhar. Eu não tenho uma bandeira específica.

Qual será o primeiro projeto que vai ser apresentado por você na Câmara?

Como eu fui reeleito, eu ainda tenho diversos projetos que estão em andamento, ainda tramitando na casa. Eu tenho algumas ideias, mas eu não vou falar porque uma coisa que costuma acontecer aqui na Câmara é: quando você lança uma ideia e não protocola o projeto, quando você vai lá protocolar já tem outros projetos sobre o mesmo tema protocolados. Eu não estou criticando os vereadores, mas isso acontece muito aqui dentro. Por isso eu não vou falar, mas posso falar que, primeiramente, vou trabalhar em cima dos projetos que já estão em andamento, que ainda necessitam passar pelo Conselho Municipal de Planejamento e também por audiências públicas.

É a favor do aumento de vereadores no município? Por quê?

Eu sou favorável que haja um aumento do número de vereadores. A cidade cresceu muito e continua crescendo bastante. Comparando com outras cidades do nosso porte, e até menores que Maringá, elas têm muito mais representantes do que a nossa cidade. Aumentar o número de representantes é muito importante, porque com apenas 15 vereadores para atender cerca de 430 mil habitantes, a representatividade é muito baixa.

Como avalia os quatro primeiros anos de governo de Ulisses Maia?

Eu penso que se ele foi reeleito com uma larga margem de votos, no primeiro turno, é porque houve aprovação popular. Apesar da pandemia e dessa crise toda que estamos enfrentando, eu entendo que ele fez uma boa gestão, tanto é que foi eleito no primeiro turno.

Qual o maior acerto e o maior erro do prefeito nos últimos quatro anos?

No começo dessa pandemia, no mês de março, eu penso que ele cometeu um erro. Na minha opinião, ele poderia ter consultado todos os segmentos da sociedade – OAB, ACIM, Câmara de Vereadores, Sociedade Médic, sociedade civil organizada – quando ele tomou aquela decisão de fechar a cidade antecipadamente, quando a pandemia praticamente nem tinha chegado aqui ainda. Mas, ao mesmo tempo, eu penso que pode ter sido um acerto muito grande, tanto é que nós vimos o resultado. Na época, eu achei um erro, mas hoje, comparando com o número de casos confirmados e mortes em outras cidades, que em Maringá é menor, nós vemos que foi um acerto. Foi um erro inicial dado a forma como foi, mas também foi um acerto.

Houve uma renovação de 46% da câmara. Como você avalia essa mudança que vem?

Na eleição passada, somente três vereadores que estavam com mandato conseguiram voltar. Agora, como oito vereadores vão retornar à casa, acredito que a mudança será menos traumática. Na legislatura passada, como eram 12 novatos, a transição foi complicada. Mas agora acredito que vai ser mais tranquilo.

Prevê alguma política pública voltada para as mulheres? Quais?

Como eu já disse, eu não tenho uma atuação específica para determinada área. A gente costuma apresentar projetos que beneficiem uma coletividade, mas alguns projetos, sim, já beneficiaram as mulheres especificamente, como a preocupação com as crianças que necessitam de creches, que mostra uma preocupação com as mães também – já que sabemos que muitas mulheres deixam de trabalhar porque não têm onde deixar as crianças.

Qual será, no seu ponto de vista, os maiores desafios do legislativo maringaense entre 2021-2024?

Nesse primeiro ano, a nossa maior preocupação vai ser com que haja recuperação da economia em nossa cidade. Diante dessa terrível doença, muitas empresas estão em dificuldade ou fecharam as portas, e muitas pessoas estão desempregadas. A recuperação econômica da cidade será uma grande preocupação nesse primeiro momento. Nos anos subsequentes, tudo vai depender do que vai acontecer, não dá para prever agora.

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