Política

Projeto que proíbe fogos com estampido é adiado por duas sessões na Câmara

Solicitação foi feita pelo vereador Belino Bravin (PSD), por não haver consenso sobre emendas propostas pelos vereadores Sidnei Telles (Avante) e Mario Verri (PT)

Victor Faria - HojeMais Maringá 
09/02/21 às 11h21

A Câmara dos Vereadores de Maringá adiou por duas sessões, a pedido do vereador Belino Bravin (PSD), para proibição de soltura de fogos com estampido em Maringá, no projeto do vereador Flávio Mantovani (Rede). A justificativa foi um impasse em duas emendas propostas pelos vereadores Sidnei Telles (Avante) e Mário Verri (PT).

A emenda de Telles excetuava da proibição datas tradicionais e comemorativas da cidade e que seriam estipuladas pela administração municipal. Entre os exemplos do vereador, o Dia da Padroeira de Maringá, Dia da Padroeira do Brasil e Ano Novo. Já o vereador Mário Verri, permitia a utilização dos fogos com estampido que tenham diâmetro de até seis polegadas.

Uma terceira emenda, de projeto Flávio Mantovani, estipulava multa de R$ 2 mil para pessoas físicas que não cumprirem a lei, com o valor dobrado para reincidência da irregularidade, além de punições às empresas que utilizarem esse tipo de artefato no âmbito do município de Maringá. 

"Qual é a função social de um fogo barulhento ou rojão perto da sua casa? Perto de um hospital que está lotado por causa da Covid? Qual o comparativo que deve levar em consderação para achar interessante soltar fogos barulhentos perto de animais, pessoas: crianças, idosos, pais?", questionou o vereador Flávio Montavani, quando defendeu voto contrário às emendas.

Logo em seguida, o vereador Onivaldo Barris (PSL), disse que iria votar de maneira contrária ao projeto, por entender que a reivindicação do vereador Telles era plausível. 

"Neste contexto, eu vou votar favorável a emenda do Sidnei Telles, por conta da tradição. Como vamos votar uma lei, hoje, que nas comemorações da Igreja Católica, os fiéis não vão poder soltar fogos? O Brasil todo comemora o dia de Nossa Senhora Aprecida com fogos e, aqui, em Maringá não é diferente", disse Barris.

O projeto seguiu sendo debatido pelos propositores das emendas e autor do projeto, até que o vereador Belino Bravin, antes da votação das emendas, pediu adiamento da votação da matéria por duas sessões. Desta forma, o projeto voltará a ser apreciado, provavelmente, na quinta-feira (18), quando possivelmente esse impasse terá fim.

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