Em meio ao caos da pandemia, muitas boas notícias podem passar despercebidas. No mundo da tecnologia, por exemplo, o Brasil tem tido grandes vitórias e inovações que merecem ser divulgadas, mas que nem sempre o são.
Abaixo estão algumas dessas conquistas do mundo tecnológico brasileiro a serem celebradas.
1 – Nova contração de serviço em nuvem poupa R$ 304 milhões ao governo
O Ministério da Economia divulgou, em 28 de abril, o resultado da licitação para a contratação dos serviços de computação em nuvem que irão integrar os sistemas do governo federal. Com a conclusão do processo, os gastos com tais serviços deverão cair em mais de 80% em relação ao contrato anterior.
A empresa vencedora foi a Extreme Digital Solutions, cuja oferta foi a mais econômica, trazendo pelo valor de R$ 65,9 milhões um termo de dois anos que inclui serviços prestados pela Amazon Web Services (AWS), Google e Huawei. Segundo analistas, a proposta rendeu ao Brasil uma economia de R$ 304 milhões.
“Esta foi uma contratação inteligente, que vai ajudar na transformação digital do governo brasileiro. A computação em nuvem garante, por exemplo, velocidade e elasticidade, tão necessárias em ambientes de inovação”, declarou Caio Mario Paes de Andrade, o secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital.
2 – “Kit de ferramentas” é lançado para apoiar proteção de dados no Brasil
Foi lançado pelo governo brasileiro, no início de abril, um “kit de ferramentas” que visa a fornecer maior segurança à proteção de dados pessoais nos sistemas dos órgãos federais. Com o programa, espera-se mitigar os riscos de invasão e acesso indevido das informações inseridas em páginas, contratos e processos do governo.
Segundo nota oficial, o “kit” deverá identificar e eliminar possíveis brechas de segurança oferecidas pelas plataformas públicas durante a verificação de dados. Essa averiguação, conforme explica o governo, é procedimento padrão regido pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) para toda informação inserida em seus sistemas, podendo ser feita por servidores públicos ou por meio de software.
A preocupação com o tratamento de dados pessoais ganhou destaque em todo o mundo após os escândalos da Cambridge Analytica e do Facebook, em 2018. Desde então, os países vêm implementando novos regimentos sobre o assunto, e os usuários começam a, cada vez mais, dedicar maior atenção à questão de sua privacidade na internet.
Entre as ferramentas mais usadas, a partir do evento, para aprimorar a segurança e proteção dos dados pessoais, as redes virtuais privadas (ou VPN ) se tornaram as mais populares, por oferecer um método eficiente de criptografia para todo o tráfego de rede dos usuários.
3 – Primeira videochamada em 5G “puro” é feita no Brasil
No começo de abril, o Brasil realizou a primeira videochamada numa rede 5G “pura”, durante uma conversa pública entre o presidente Jair Bolsonaro e o ministro das Comunicações, Fábio Faria. Com duração de menos de 10 minutos, a chamada foi a primeira na América Latina com o uso da tecnologia.
A rede 5G “pura”, também conhecida como 5G standalone, tem como diferencial o fato de ser autônoma e possuir estruturas 100% próprias – ao contrário da versão DSS, que depende da infraestrutura do 4G para funcionar. Ela também é supostamente mais eficiente em termos de energia e oferece maior velocidade.
4 – Solução em blockchain será usada para controlar finanças públicas
Uma plataforma baseada em blockchain está sendo desenvolvida para manter os registros de todos os gastos públicos e permitir à população um acompanhamento e controle mais transparente. Sob o nome de GOV Token , o projeto é realizado pela Investtools, uma fintech do Rio de Janeiro especializada em soluções criptoativas.
O programa é uma promessa de democratizar o acesso às contas públicas, tirando do governo e de outras instituições a prerrogativa de divulgar tais informações. O objetivo é criar uma rede em que não existam controladores centrais unitários, de modo a tornar esses dados mais acessíveis aos cidadãos e livres de interferências conflitantes.
Nas palavras de David Gibbin, CEO da startup responsável, o GOV Token será “uma ferramenta anti-corrupção”, cuja ideia é “descentralizar a informação, utilizando um blockchain público e facilitando o acesso do cidadão que queira acompanhar para onde estão indo os recursos do Estado”.
A plataforma ainda não tem previsão de lançamento.
