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Vereadores estão cumprindo seu verdadeiro papel? Reflexão levantada por Fernando Lourenço nos leva a pensar

Texto publicado nas redes sociais acende discussão sobre a função fiscalizatória do Legislativo e o distanciamento entre a população e a política municipal

Flávia Avelar Gomes
14/05/26 às 10h05

Uma publicação feita pelo andradinense Fernando Lourenço nas redes sociais provoca reflexões importantes sobre o papel dos vereadores dentro da política municipal. Com um texto crítico, porém fundamentado, ele questiona se os parlamentares realmente estão exercendo sua principal função constitucional: fiscalizar o uso do dinheiro público.

A reflexão chama atenção para uma realidade comum em diversas cidades brasileiras, inclusive em Andradina. Segundo Fernando, muitos vereadores acabam sendo vistos apenas em inaugurações, festas, campeonatos, eventos sociais, reuniões de bairro e ações assistencialistas, enquanto a atividade mais importante do cargo permanece praticamente invisível aos olhos da população.

“O vereador não foi eleito para isso”, afirma o texto, ao destacar que a principal missão do Legislativo é acompanhar, questionar e fiscalizar os atos do Executivo e também da própria Câmara Municipal.

A publicação lembra que cabe aos vereadores analisar contratos, licitações, gastos públicos, obras, pagamentos, secretarias e o cumprimento do orçamento municipal. Além disso, também deveriam acompanhar os próprios gastos do Legislativo, já que a Câmara possui orçamento, contratos, cargos e despesas próprias.

Fernando Lourenço vem abordando temas em sua rede social chamando as pessoas a refletirem.

A reflexão vai além e também coloca a população dentro desse processo de fiscalização. Fernando questiona quantos cidadãos realmente acompanham o Portal da Transparência, os requerimentos apresentados pelos vereadores, os pedidos de informação feitos ao Executivo ou até mesmo a presença efetiva dos parlamentares em ações fiscalizatórias.

O texto também levanta um debate delicado sobre a independência entre os poderes. Segundo a publicação, o vereador não deveria atuar como extensão política da Prefeitura, mas sim manter autonomia para exercer fiscalização técnica e institucional.

“Quando o ambiente político passa a funcionar sob lógica de alinhamento automático, camaradagem excessiva ou dependência política permanente, a atividade fiscalizatória tende a perder intensidade”, destaca um dos trechos.

A reflexão acaba provocando uma pergunta inevitável para a realidade local: os vereadores de Andradina estão cumprindo o papel para o qual foram eleitos?

A resposta talvez não seja simples. Afinal, parte da população ainda mede o trabalho parlamentar pela quantidade de favores, indicações ou presença em eventos, enquanto a fiscalização técnica — muitas vezes silenciosa — acaba sem visibilidade e pouco valorizada politicamente.

Por outro lado, o debate levantado por Fernando Lourenço reforça a importância da participação popular no acompanhamento da política municipal. Mais do que cobrar obras e benefícios, o cidadão também possui o papel de observar se aqueles que foram eleitos para fiscalizar estão, de fato, exercendo essa responsabilidade.

Em tempos em que transparência, responsabilidade pública e controle dos gastos se tornam temas cada vez mais relevantes, a reflexão ganha força e convida Andradina a pensar sobre qual Legislativo a população deseja: um Legislativo de aparências ou um Legislativo de fiscalização efetiva?

Flávia Avelar Gomes é jornalista, proprietária da Revista FALA! e do site Hojemais Andradina, atual gestora da Anhanguera polo Andradina. Além de empresária, é mãe. Pela primeira vez, Flávia decidiu trazer seu ponto de vista sobre diversos assuntos que refletem a sociedade em que vivemos. Sua opinião sobre algo mostra quem é ela e como se posiciona no mundo.

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