A lição veio de uma das pessoas que marcaram profundamente a vida da minha família: o equoterapeuta Carlos Eduardo Conti. No dia de sua própria comemoração de aniversário, ele poderia ter seguido o caminho mais simples: cavalgar com sua família e apenas prestigiar a tradicional cavalgada de Andradina. Mas ele escolheu algo muito maior.
Du, como é conhecido, decidiu levar todos. Contratou uma carreta, reuniu o grupo de pessoas que atende com tanto carinho e fez um convite: vamos desfilar juntos pelas ruas da cidade, vamos participar, vamos ser parte desta tradição que, por tantos anos, parecia distante para alguns.
E foi aí que eu entendi: uma ação, quando guiada pelo coração, gera uma corrente de transformação.
As mães – essas mulheres que já carregam uma força quase sobre-humana – se mobilizaram. E aqui preciso abrir um parêntese: se você acha que uma mãe é forte, conheça uma mãe de uma criança atípica. É aí que você realmente entenderá o que é força, coragem, fé e amor incondicional.
Elas entenderam que seus maiores tesouros, seus filhos, teriam finalmente um espaço de pertencimento, um espaço de visibilidade, um espaço de inclusão real. E isso as moveu.
Juntas, organizaram tudo: cachorro-quente, salgados, bolo, refrigerante, água. Prepararam uma verdadeira festa para que a chegada ao recinto da Exposição fosse mais que um simples encontro – fosse um marco, uma celebração de vida, de empatia e de inclusão.
No final, foi muito mais do que a cavalgada e o aniversário do equoterapeuta Carlos Eduardo Conti. Foi o nascimento de um novo olhar sobre o que significa realmente incluir. E hoje, com lágrimas nos olhos e o coração aquecido, posso dizer: a inclusão é possível. Basta querer. Meus aplausos a todas as mães e ao nosso querido Du!
