Depois de 22 anos, a Ângela Maria de Souza Camargo, que mora em Santo Antônio do Aracanguá (SP), encontrou o filho que mora há mais de 10 mil quilômetros dela.
Aos 17 anos, Ângela engravidou pela primeira vez. Meses depois, a justiça tomou a guarda do bebê porque ela era usuária de drogas e álcool, e por isso, não tinha condições de cuidar da criança.
Nizar Caio foi adotado por uma família de Araçatuba (SP). A família foi embora para Amsterdã, na Holanda, e Ângela nunca mais teve notícias do filho.
Vinte e dois anos se passaram, e Ângela mudou de vida.
Uma mudança que veio por meio do sofrimento. Depois de Caio, a dona de casa teve mais dois bebês, um menino, que também foi para adoção, e uma menina, que acabou morrendo afogada.
O rapaz, de 25 anos, mora nas ruas, trabalha como pintor, mas não tem condições de voltar para o Brasil.
Ele sempre quis saber da mãe adotiva, porém, a família o impedia de ir atrás dela. Esse era o motivo das brigas com os pais adotivos.
“Ele segurava na minha blusa porque não queria ir, tenho isso na memória", disse.