Cotidiano

Cratera na Avenida Guanabara levanta questionamentos da durabilidade do serviço de recape

Buraco surgiu pouco mais de um ano após conclusão do recapeamento da principal avenida da cidade e coloca pedestres em plena faixa de travessia.

H+ Andradina 
18/05/26 às 15h12

Pouco mais de um ano após o recapeamento completo da Avenida Guanabara, principal corredor de acesso viário da cidade, já se evidencia problemas na obra executada.

Finalizado em abril de 2025, o serviço de recapeamento, que deveria garantir durabilidade e segurança por muitos anos, já apresenta um problema grave: uma cratera aberta exatamente no cruzamento da Avenida Guanabara com a Rua Mato Grosso.

O detalhe que mais chama atenção é o local onde o problema surgiu. O buraco está localizado bem no meio das duas faixas da avenida, em área utilizada principalmente por pedestres, na faixa de travessia. A situação gera preocupação e coloca em risco quem precisa atravessar diariamente o trecho.

Diante do curto período entre a conclusão da obra e o aparecimento do problema, não é considerado normal que um recapeamento asfáltico apresente falhas estruturais tão rapidamente, cabe a Prefeitura acionar a empreiteira responsável para realizar os reparos necessários sem novos custos aos cofres públicos. Já que pela legislação brasileira, obras públicas possuem garantia mínima de cinco anos. Tanto o Código Civil, em seu artigo 618, quanto a Lei de Licitações nº 14.133/2021, determinam que a empresa executora é responsável pela solidez, segurança e durabilidade da obra durante esse período.

Especialistas apontam que um recapeamento executado dentro dos padrões técnicos possui vida útil projetada entre 8 e 12 anos. O surgimento de uma cratera em pouco mais de um ano indica possíveis falhas graves na execução da obra, na compactação do solo, no sistema de drenagem ou até problemas antigos da base que não teriam sido corrigidos adequadamente antes da aplicação da nova camada de asfalto.

Entre as causas mais comuns para o aparecimento precoce de crateras estão falhas no sistema de drenagem, infiltrações subterrâneas e problemas estruturais na base da pavimentação. A água da chuva ou vazamentos podem comprometer o subleito que sustenta o asfalto. Sem sustentação adequada, o pavimento acaba cedendo.

Outro fator frequentemente apontado por engenheiros é a prática de realizar apenas o recape superficial, sem recuperar a estrutura comprometida abaixo da pista. Nesses casos, o problema reaparece rapidamente, mesmo após obras recentes.

Enquanto isso fica a pergunta: se em pouco mais de um ano já surgem crateras em uma das principais avenidas da cidade, qual será a real durabilidade do restante da obra?

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