A deputada estadual Profª Bebel (PT), pré-candidata à reeleição para a Assembleia Legislativa de São Paulo, manifestou indignação diante do caso da professora que teve fragmentos de vidro colocados em seu copo de água durante uma aula, episódio que ganhou repercussão nacional e reacendeu o debate sobre a violência enfrentada por educadores nas escolas.
Para a parlamentar, o ocorrido não pode ser tratado como um fato isolado, mas como um reflexo da crescente insegurança vivida pelos profissionais da educação e da falta de políticas públicas voltadas à proteção e valorização da categoria.
Segundo Bebel, professoras e professores convivem diariamente com situações de desrespeito, adoecimento e sobrecarga de trabalho, muitas vezes sem estrutura adequada, apoio psicológico, segurança ou condições dignas para exercer a profissão.
"A violência contra os educadores escancara uma realidade preocupante dentro das escolas. Quem dedica a vida à educação precisa de proteção, respeito e valorização, e não de mais pressão e responsabilização", afirmou.
A deputada também criticou medidas adotadas pelo Governo do Estado de São Paulo, entre elas o modelo de avaliação em que estudantes atribuem notas aos docentes. Na avaliação da parlamentar, esse tipo de mecanismo amplia o desgaste da categoria em um contexto já marcado por violência, desvalorização e problemas de saúde física e mental.
Para Bebel, processos de avaliação devem contribuir para o aperfeiçoamento da educação, sem se transformarem em instrumentos de punição ou perseguição aos profissionais.
Entre as pautas defendidas pela deputada estão a valorização do magistério, melhores condições de trabalho, reforço da segurança nas unidades escolares, atendimento à saúde física e mental dos educadores, ampliação do suporte psicológico, garantia de equipes completas nas escolas e o direito dos profissionais à alimentação escolar durante a jornada de trabalho.
Ao comentar o episódio, a parlamentar reforçou que a defesa dos professores deve ser encarada como uma responsabilidade coletiva.
"Defender quem educa é defender a escola pública. A educação de qualidade passa, necessariamente, pela valorização dos seus profissionais e pela construção de um ambiente escolar seguro e acolhedor para todos", concluiu.
