A prefeitura de Andradina encaminhou um projeto para revogar uma lei de 2017 que diminuiu a jornada de médicos na rede municipal para 6 horas.
Após ser votada e aprovada pela Câmara de Andradina, o que deve acontecer nas próximas semanas, a jornada diária dos médicos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Andradina passaria para 40 horas semanais nas UBSs ou seja 8 horas por dia. A carga horária ampliada é mais uma das medidas adotadas para fortalecer a rede pública de saúde.
A mudança vem de encontro a um desejo antigo das pessoas assistidas pela “saúde básica” que é de responsabilidade da Prefeitura. Ampliando a carga horária de médicos para 40 horas semanais haverá sempre um profissional ou mais para atender as pessoas nas UBSs, UASs e Camos que estão espalhados em todos os bairros da cidade.
Segundo o secretário de Saúde de Andradina, Dr João Leme, por conta da epidemia do SARS-CoV-2 desde o fim de fevereiro de 2020, Andradina sofre com a falta de profissionais médicos qualificados para atender a população, e até se submetendo à contratação de autônomos para que possa preencher as necessidades de atendimento da população de 57 mil habitantes, dos quais mais de 70% é atendido pela Saúde Municipal.
Neste quadro da contratação de autônomos, não haveria sentido ter no quadro de servidores públicos de carreira médicos com jornada de trabalho de 06 horas diárias.
O prefeito de Andradina, Mário Celso Lopes, também pretende expandir o número de unidades de saúde de 6 para 10, assim dividindo ainda mais a demanda de atendimento, que passará a ficar cada vez mais próxima dos moradores. Segundo o secretário de Saúde de Andradina, Dr João Leme, o planejamento dos investimentos em saúde de Andradina, levam em conta uma projeção de crescimento populacional nos próximos anos. “Estamos planejando uma cidade para o dobro da população atual”, disse Leme.
“A ampliação de carga horária vai reforçar o serviço prestados nas Unidades de Saúde para dar conta de atender a demanda de atendimento na Saúde Municipal servindo para garantir a assistência como um todo e fazer os serviços funcionarem de forma eficaz para os pacientes”, afirmou João Leme.
