As escolas particulares de Andradina retornaram às aulas presenciais no início desta semana. Uma série de medidas foram tomadas e vários protocolos de biossegurança tiveram que ser adotados para que o retorno pudesse acontecer. Ainda assim, alguns pais ainda não se sentem seguros para enviar os filhos à escola.
Por lei, a unidade de ensino deve fornecer, por enquanto, uma alternativa aos pais que queiram manter as aulas online de seus filhos. Para frequentar as aulas também, algumas escolas se reuniram de forma remota com os responsáveis pelas crianças para explicar todos os itens do protocolo de biossegurança. É preciso ainda assinar uma autorização, dizendo que a criança pode frequentar as aulas de forma presencial.
Raquel Soeiro, psicóloga e mãe de Bernardo, de nove anos, ainda não sentiu a segurança necessária para que o menino voltasse pra escola. “Ele queria voltar, por que estava sentindo falta dos amigos, mas explicamos que a pandemia ainda não acabou e ele entendeu.” Ela diz também que, na sala dele, a maioria dos pais ainda optaram pela modalidade online de ensino.
A artesã Fernanda Moreira, mãe de Beatriz, que está no quinto ano do ensino fundamental, optou pelo retorno das aulas presenciais para a filha. “Conversamos muito, no começo ela teve medo, mas expliquei que a vida precisa continuar. Nós vamos a outros lugares e por isso devemos sim voltar à escola.”
Ela acredita que, mesmo depois do fim da pandemia, o cenário que costumamos chamar de “novo normal”, vai permanecer. “Acho que a segurança de chegarmos perto das pessoas não vai mais voltar. Vamos ter medo sempre.”
A fisioterapeuta Emilena Minari acredita em um efeito contrário. “Vamos dar mais valor ao calor humano, estamos sentindo falta de um abraço. Acho que vamos fazer isso com mais amor quando tudo passar.”
Mãe do Gabriel de nove anos e de Maria Eduarda de sete, ambos voltaram as aulas presenciais esta semana. “Eles já sabem os cuidados, o que pode ou não. Fico um pouco receosa sim, mas a escola está sendo bastante cuidadosa, passam orientações para as crianças. Este ano foi perdido tanto na parte educacional, como emocional. Agora reforço de manhã os cuidados, coloco álcool na bolsa deles, e rezo para dar tudo certo.”
REDE MUNICIPAL DE ENSINO
O retorno às aulas presenciais da rede municipal de ensino deve acontecer de forma escalonada. No dia 8 de fevereiro será feito o acolhimento dos professores e uma capacitação para o combate ao coronavírus. Ente os dias 15 e 26 do mesmo mês, as aulas retornam de forma remota e, a partir do dia 1º de março, será retomado de forma parcial o ensino presencial.
Grazieli Utida, mãe de Julia, de nove anos, que estuda em uma escola municipal, é á favor da volta ás aulas presenciais, desde que sejam tomados os devidos cuidados. “Minha filha sente muita falta da escola. Mas, ao mesmo tempo, acho que os professores deveriam fazer parte dos grupos prioritários durante a vacinação.”
Apesar de reconhecer que a filha está com saudade dos colegas, ela diz que vai pensar muito bem antes de manda-la para a escola. “Ela só volta se eu perceber que a sala de uma está segura. Eu prezo pela saúde dela e também dos professores e dos funcionários da unidade.”
