Economia

Com decisão favoravel a Mário Celso, irmãos Batista podem perder controle da Eldorado

Com a liminar favorável ao MCL Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia, do empresário Mário Celso Lopes, a holding J&F pode perder o controle acionário sobre a empresa Eldorado, que tem sede em Três Lagoas.

Redação - Andradina
28/11/19 às 09h36
A parte de Mário Celso no Negócio está avaliada em R$ 1 Bi

Com a liminar favorável ao MCL Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia, do empresário Mário Celso Lopes, a holding J&F pode perder o controle acionário sobre a empresa Eldorado, que tem sede em Três Lagoas. 

A liminar favorável do desembargador Nélio Stábile, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, concedida ontem (27), garantiu a retomada do direito de voto de Mário Celso na Eldorado Brasil Celulose, na proporção de 8,28% de seu capital.

No quadro atual a J&F detém 50,59% do capital total da Eldorado, e 49,40% da empresa é detida pelo CA Investiment (Brazil) S.A., uma sociedade do grupo Paper Excellence, holding com sede na Holanda, controlada pelo bilionário indonésio Jackson Widjaja.

Mário Celso Lopes poderá exercer o seu direito de voto na empresa até que o recurso interposto por ele, que move uma ação contra a J&F, seja julgado no mérito. Mário Celso afirma que a incorporação da Florestal Brasil pela Eldorado, em 2011, as operações teriam sido feitas a sua revelia e que resultaram na redução de sua participação na empresa, mesmo que houvesse cláusula no contrato que impedisse a desproporção entre os sócios (25% a MJ e 75% a J&F).  

“Existe uma briga entre as duas empresas acionistas atualmente, mas o que eu posso dizer é que entramos no jogo, somos a noiva, e vamos aguardar o novo julgamento, acredito que em fevereiro ou março tudo seja reparado”, disse o advogado de Mário Celso, Lucas Mochi ao Correio do Estado.

Não foi descartada a possibilidade de futuramente a empresa realizar acordo com outra acionista para ser a maioria nas ações.

Nesta semana  o Tribunal Arbitral da Chamber Of Commerce (ICC), que é responsável pela mediação da disputa entre a Paper Excellence e a J&F (da família de Joesley e Wesley Batista), deu uma ordem que sinaliza favoravelmente à estrangeira. 

Em medida cautelar, para assegurar que uma decisão futura seja cumprida, o tribunal arbitral da ICC determinou que a Paper Excellence depositasse em garantia os R$ 11,2 bilhões que usaria para pagar pela participação da J&F na Eldorado e ainda ordenou que a J&F também entregue em garantia as ações correspondentes à sua fatia de 50,6%.

No contrato de venda, a a J&F Investimentos concordou em vender a Eldorado em etapas, mas quando a multinacional holandesa concluiu a compra da fatia de 49,4%, a J&F se recusou a entregar o restante, alegando quebra dos termos do acordo.

O fim da disputa ainda deve durar um ano. Os 8,28% de Mário Celso na empresa estão avaliados em R$ 1 Bi. (Com Correio do Estado)

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